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Quarta, 04 Fevereiro 2015 08:27

“BANDA REDONDA” – A mais antiga do centro da cidade de São Paulo

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A banda mais antiga e tradicional da cidade faz a abertura da semana carnavalesca em São Paulo. Fundada por Carlos Costa (Carlão), Plínio Marcos, Chico de Assis, Oswaldo Mendes, Luiz Carlos Parreira, Aldo Bueno, Henrique Lisboa (Taubaté), atores do Teatro de Arena, jornalistas, músicos, artistas e boêmios que frequentavam o Bar e Restaurante Redondo. A Banda Redonda pede passagem, coloca os foliões e sambistas nas ruas no dia 9 de fevereiro, começa a se arrumar ou se desarrumar em frente ao TEATRO DE ARENA - Eugênio Kusnet, na Rua Theodoro Baima, 94, esquinas da Rua da Consolação com Av. Ipiranga. A concentração será 19h e a saída do desfile 21h.

 

Durante a concentração haverá o aquecimento com o Carlão, General da Banda de SP e a entrega do “Troféu Banda Redonda” para personalidades que fazem a diferença na cultura, artes, comunicação e no esporte, os homenageados deste ano são: Adriano Diogo (Presidente da Comissão da Verdade do estado de São Paulo Wladimir Herzog), Dulce Muniz (atriz e diretora de teatro), Julio Calasso (Ator, documentarista e diretor de cinema), Marilu Cabañas (Jornalista), Wilson Martins Poit (Presidente da SPTuris) e este ano, pela primeira vez na história da Banda, o troféu será entregue a uma peça de teatro: "Insubmissas", de Oswaldo Mendes, em cartaz no Teatro de Arena que comemora seus 60 anos. Todo ano contamos com a participação da Corte do Samba Paulista, na concentração, com o Rei Momo, a Rainha e as princesas do carnaval. A apresentação fica por conta do grande defensor do samba e do carnaval Moisés da Rocha, do programa “O Samba pede passagem”. Nossa porta estandarte e rainha da Banda é a bailarina Dan Sonora. Veja um vídeo sobre a Banda: http://www.youtube.com/watch?v=bzy3sjZhcPk (Artver).

“Nossa gente é essa aí: atores, jornalistas, boêmios, artistas do cinema, televisão sambistas, pintores, gente da noite, do dia, da madrugada e de todas as horas, enfim, gente que cultua a nossa cultura popular” (Carlão).

Vários artistas e convidados especiais sempre participam da concentração da Banda, entre eles, os atores de teatro, cinema e TV: Analy Alvarez, Antonio Petrin, Cris Fontana, Gésio Amadeu, Graça Berman, Humberto Magnani, João Acaiabe, Luiz Serra, Oswaldo Mendes, Paulo Hesse, Regina Braga, Tadeu Di Pietro. Também marcam presença: César Vieira (dramaturgo e diretor de teatro), Castor Fernandez (Fotógrafo e amigo do Plínio). Chico Pinheiro, (jornalista), Emilio Fontana (diretor e professor de teatro, cinema e TV), Oswaldo Mendes (jornalista, ator, diretor de teatro e escritor), Raimundo José (cantor e músico) entre outros.

Personalidades do meio cultural, artístico e esportivo, que já receberam o troféu Banda Redonda: Alaíde Costa, Analy Alvarez, Ari Toledo, Audálio Dantas, Bárbara Bruno, Caio Luiz de Carvalho, Carlos Cortez, Chico de Assis, Chico Pinheiro, Claudia Mello, Denis Derkian, Dr. Demetrio Hossne, Doutor Sócrates, Dr. Davi Serson, Dráuzio Varella, Emilio Fontana, Esther Góes, Etty Frazer, Gabriela Rabello, Helena Ignez, Inezita Barroso, Ítalo Cardoso, Ivan Giannini, João Acaiabe, João Batista de Andrade, José Renato Pécora, Lauro César Muniz, Ligia Cortez, Maria Alcina, Netinho de Paula, Osmar Santos, Oswaldo Mendes, Paulo Goulart, Dr. Paulo Meneghini, Paulo Vanzolini, Plínio Marcos, Raquel Trindade – A Kambinda, Regina Braga, Regina Echeverria, Renato Borghi, Renato Consorte, Serafim Costa Almeida, Sérgio Mamberti, Silvia Vinhas, Sindicato dos jornalistas Profissionais do Estado de SP, Tadeu di Pietro, Téo Azevedo, Walderez de Barros entre outros.

Para animar os foliões a banda conta com um belo time de intérpretes: Aldo Bueno, Douglas Franco, Germano Mathias, Jandir, João Borba, João Pedro, Mazinho do Salgueiro e Silvio Modesto, que serão acompanhados pela Banda Musical do FUMAÇA com mais de 30 integrantes, apresentando tradicionais marchinhas e sambas do carnaval brasileiro.

BANDA REDONDA – A mais antiga do centro da cidade de São Paulo

Concentração em frente ao Teatro de Arena Eugênio Kusnet – Rua Teodoro Baima, 94 – Consolação.

Dia 9 de fevereiro, segunda-feira, concentração 19h / Entrega dos troféus 20h00 / saída 21h – Grátis.

Informações: Edson Lima: 3739 0208 / 95030 5577 / Teatro de Arena: 3256 9463 / China: 97676 2340

Assessoria de Comunicação e Imprensa: Edson Lima / O AUTOR NA PRAÇA

Roteiro: Ruas Theodoro Baima, da Consolação, Xavier de Toledo, Teatro Municipal, Rua Cons. Crispiniano, Largo do Paissandu, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, regressando ao Teatro de Arena, encerrando o desfile com músicas do verdadeiro carnaval de rua.

Saiba mais: www.oautornapraca.com.br/bandaredonda. Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=bzy3sjZhcPk

Grêmio Recreativo Cultural e Carnavalesco “Banda Redonda”

Presidente: Carlão – O General da Banda de SP / Organização: China - Tel. (11) 97676 2340

Patrocínio: Prefeitura da cidade de São Paulo / SPTURIS - São Paulo Turismo, ABASP – Associação das Bandas Carnavalescas de São Paulo e SKOL/AMBEV. Apoio: O Autor na Praça.

HISTÓRICO DA BANDA - A “Redonda” substituiu a Banda Bandalha, criada no auge da repressão militar pelo dramaturgo e ator Plínio Marcos em 1972. Plínio gravava a novela Bandeira Dois, no Rio de Janeiro e não aguentava mais as piadas e provocações dos cariocas, dizendo que: bloco de paulista é bloco de concreto armado, que cordão de paulista é cordão de isolamento e, como se tudo isso, ainda, não bastasse, atormentavam, nosso tão amado Plínio Marcos, citando Vinicius de Moraes “São Paulo é o túmulo do samba”. Àquela altura a Banda de Ipanema já era famosa, trazendo como musas Leila Diniz e Odete Lara. Injuriado com tantas brincadeiras, Plínio chamou seu colega de teatro, Carlos Costa, o Carlão, que já era frequentador do mundo do samba paulista desde que aqui chegou em 1945, mas ganhava a vida no teatro, Carlão foi bilheteiro, contra-regra e ator, atuou no teatro de Arena, no cinema e foi um grande parceiro do Plínio, atuando em várias peças e ao seu lado em vários momentos na luta. Então, Plínio Marcos se autoproclamou presidente da Banda Bandalha e convidou Carlão para ser o vice presidente.

Em 1972 e 1973, a banda sempre saindo da frente do Teatro de Arena e percorrendo o centro, foi sucesso de cara, tendo no primeiro desfile como Porta Estandarte a atriz Etty Frazer e mestre sala o ator Toni Ramos. Também contou com ilustres participantes, como a atriz Walderez de Barros, o dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri, a atriz Eva Vilma, o ator John Herbert, Pepita e Lolita Rodrigues, os jornalistas Arley Pereira, José Ramos Tinhorão, o ator e artista plástico Luiz Carlos Parreira. Claro que não podiam faltar os sambistas famosos das escolas de samba e parceiros de Plínio e Carlão: Geraldo Filme, Jangada, Jorge Costa, Silvio Modesto, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Zé Ketti, Zeca da Casa Verde, além da turma da “Vagão” e redondeza, entre tantos outros atores, jornalistas e foliões. A Bandalha durou dois anos, depois de brigas com a prefeitura, Plínio se injuriou e falou que não tinha mais Bandalha. Com o fim da Bandalha, seus remanescentes, encabeçados por Carlão, formaram a Banda Redonda, que desfilou pela primeira vez em 74, naquela ocasião mudou a colocação da diretoria, ficando Carlos Costa na presidência e Plínio como vice, hoje Carlão continua dirigindo a “Redonda” e tem o China como secretário geral. Com a inspiração do Artista plástico Luis Carlos Parreira a “Redonda” adotou a pomba como símbolo e as cores azul, ouro e branco. Atualmente, os desfiles da banda são acompanhados por cerca de 15 mil pessoas e já faz parte do calendário oficial do carnaval de São Paulo. Além disso, ela é filiada à ABASP - Associação de Bandas de Carnaval de São Paulo.

Carlão, quando assumiu a banda em 1974, transformou-se no “General da Banda” de São Paulo (lembrando Black-Out, o “General da Banda” no Brasil): diz um dos foliões: quando o Carlão chega as pessoas cantam... “Chegou o General daBanda...” Sobre o novo nome da banda: Redonda, Carlão conta um pouco da história: “A gente frequentava um Bar e Restaurante em frente ao Teatro de Arena chamado Redondo. Tinha uma gíria na época que dizia que as pessoas inteligentes tinham a testa redonda. Daí, a partir de algumas sugestões: ARENA, pelo teatro (ora veja, naquela época, o partido da ditadura tinha a sigla de ARENA), Carlos Gomes, Roosevelt (nome de gringo não), Consolação e Vila Buarque, (“não são nomes para uma banda”). Prevaleceu a idéia da cabeça inteligente: Redonda, ainda sugeriram Redondo, para obter algum patrocínio do dono do bar, mas alguém lembrou: “o portuga sequer pendura uma cerveja pra gente”, daí ficou simplesmente Redonda mesmo, pela ideia do Parreira, ainda hoje há quem confunda o nome da banda com o nome do bar.

Sobre Carlos Costa, O General da Banda Redonda, também conhecido como, Carlão da Vila e Carlão do Boné, nasceu na cidade de São Carlos, no interior do estado, onde aprendeu muito do samba paulista através de seu pai, Sr. Oscar Costa e chegou à cidade de São Paulo em 1945. Aprendeu a história do samba paulista convivendo com seus maiores sambistas, como Geraldo Filme, Henricão, Zeca da Casa Verde, Jangada, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Carlão do Peruche, entre tantos outros, Carlão curtiu e viveu o samba em sua forma mais autêntica. Nestes 38 anos da banda a maior satisfação de Carlão é oferecer a oportunidade para todas as classes e camadas da população curtir o autêntico carnaval, sem qualquer custo, colocando lado a lado todas as diferenças, equacionadas no mais simples momento de alegria. Carlão foi grande parceiro e amigo do dramaturgo Plínio Marcos, atuando e assessorando em várias peças e, juntos, enfrentaram muitas situações de resistência à censura e a ditadura militar. Carlão também atuou no cinema, nos filmes “Homem que virou suco” de João Batista de Andrade (1981), “Jogo Duro” de Ugo Giorgetti (1985), “Nenê Bandalho”, sobre texto de Plínio Marcos dirigido de Emilio Fontana (1971), “Gaijin – Caminhos da Liberdade” de Tizuka e Yamazaki (1980), “Estrada da Vida” de Nelson Pereira dos Santos (1980), “O Pixote – a lei do mais fraco” de Héctor Babenco (1980), “Eles não usam Black Tie”, adaptação da peça de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido de Leon Hirszman (1981).

“A Banda Redonda surgiu na época da repressão da ditadura militar, com objetivo de trazer para a rua os executivos dos escritórios do ‘centrão’ da capital paulista para brincar o carnaval com o povo na rua com ou sem fantasia, com ou sem dinheiro”, afirma Carlos Costa. Carlão já coordenou o carnaval de rua da cidade, pela prefeitura. Hoje, aposentado, ainda tem uma salinha no sambódromo (SPTuris), onde além de cuidar dos arquivos do carnaval paulistano, ocupa a função de consultor para assuntos carnavalescos. Ele é convidado a ministrar palestras sobre o carnaval e o samba paulista em Faculdades, Clubes e Instituições.

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