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fatopaulista@hotmail.com Telefone: (11) 2849-1454 ::: Ano IX - Edição n º 270
Segunda, 01 Outubro 2018 09:30

polemizando ed 267

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Cidadão Paulistano
Sou do tempo que o titulo de Cidadão Paulistano, honraria outorgada pelo legislativo municipal, era destinado a aqueles que realmente dignificaram a história desta “Paulicéia Desvairada”. Vi grandes executivos serem homenageados como vi também lideranças “de verdade” que mereciam de fato a outorga do título. Mas com o passar dos anos esta homenagem foi pouco a pouco perdendo o “glamour”.

 

Cidadão Paulistano II
Dia desses uma conhecida vereadora paulistana “homenageou” um “empresário da Educação” de procedência intelectual duvidosa, que notabilizou-se ao longo dos anos ao ofertar “coxinhas e kibes”, além de “dollys” a “quem estiver no Poder” no bairro onde sua “empresa” está sediada. Basta chegar um novo subprefeito ou prefeito regional - como queiram - lá está ele para ofertar a “festa de apresentação” do novo mandatário. Talvez por isso - a sua empresa literalmente “burla” a Lei Cidade Limpa distribuindo panfletos nos semáforos do bairro. Tudo bem, querem aceitar as coxinhas que aceitem (porra está difícil mesmo vereadora trocando homenagem por coxinha e Dolly), mas ai desembargar a obra do empresário homenageado, ai é demais. Estamos de olho!

Me engana que eu gosto
A frase acima até já foi enredo do Carnaval. Isso nos anos 80, na época do malfadado Plano Cruzado. Mas o “me engana de eu gosto” de hoje acontece na agremiação que me faz chorar quando entra na avenida. Calejado que estou ao longa da vida, poucos fatos me fazem chorar, mas quando ouço o hino do meu Pavilhão ou quando a vejo adentrar no Sambódromo atravessando a “faixa amarela” meu coração se enche de emoção. Falo como torcedor, sem nenhuma relação com diretoria, com família ou coisa que o valha. Mas é de “poder” (coloca-se o f no lugar do P) ver a sua agremiação mais uma vez ser enganada com o “golpe da quadra”. Será que vão deixar o dinheiro ser gasto no espaço, tudo ser construído: palco, banheiros e depois simplesmente a “agremiação que se fod”?. E a comunidade perde o dinheiro gasto como já ocorreu? E o presidente desesperado em busca de lugar para ensaiar. Se isso acontecer é muita sacanagem.

Coordenador de Campanha
Sou do tempo que o cara para coordenar a campanha de algum candidato no bairro ao menos sabia escrever o nome do mesmo. Mas nesta Itaquera que até “Dias Gomes duvidaria”, acontecem coisas que nem em Sucupira ocorreria. Existe no bairro uma dessas malas que já andou puxando o saco do PT quando era governo e agora anda afirmando ser o “coordenador da campanha tucana” na região. O pobre diabo já confundiu CEU (Centro de Educação Unificada) com céu (azul, nublado, estrelado..). Escrevia nas redes sociais que era coordenador do céu. Porra cheguei a pensar que São Pedro havia sido exonerado. Agora o “zé ruela” que se diz coordenador da campanha tucana escreve Alckimin ao invés do correto Alckmin (sem o i). Vamos detalhar para o “coordenador” sem o i entre o k e o m. Sem o “i” de igreja. É esse coitado mesmo que representa o PSDB em Itaquera?

Chico Sorveteiro e o “Comi Quieto”
Dia desses a “patroa” pegou mensagens “pouco ortodoxas” em meu celular e impiedosamente colocou “este humilde gordão” para fora. Triste, rumei para o centro paulistano em busca de abrigo e de algum boteco para afogar as mágoas. Decidi não ir até a Galeria, pois não queria encontrar ninguém conhecido. Colei no “boteco do Paulo” na Dom José, lá o risco de encontrar alguém era menor. Colei no balcão, pedi uma “Serra Grande” para quebrar o gelo e uma Antártica. Joguei um pouco para o “Santo”, foi ai que senti uma mão “pesar” no meu ombro.

Chico Sorveteiro e o “Comi Quieto” 2
Depois da “pesada da mão” ouvi “gordo Filho da Puta a quanto tempo”. Apesar do chulo vocabulário não faltava um certo carinho por parte do inesperado convidado ao “afogamento das minhas mágoas”. É, ele estava sumido, havia me deixado de lado, mas apareceu... Era nada mais, nada menos que ele, o dramaturgo marginal, o poeta das madrugadas, era ele, nada mais, nada menos que o meu “amigo de copo e de cruz” Chico Sorveteiro. Ele me contou um pouco sobre o seu novo espetáculo teatral que pretende concluir o roteiro nos próximos dias. O sugestivo titulo já anuncia o que vem por ai “O Comi Quieto da Prefeitura Regional”. O autor do espetáculo, Chico Sorveteiro me garantiu que tudo não passa de ficção, mera criatividade daquele velho poeta das madrugadas. Mas ele contou que a história gira em torno de um chefe de gabinete, apadrinhado por um casal de parlamentares, que aprontou muito enquanto esteve no cargo. Além de fazer vistas grossas para irregularidades de “empresários amigos” o “comi quieto” (personagem principal) andou traçando todo mundo na Prefeitura, engravidou a secretária, cantou a mulher do engenheiro e não perdoou nem a “tiazinha do café”. Com tudo isso acabou atrapalhando a reeleição do seu padrinho político. O Chico me disse que se eu quisesse saber mais tinha que esperar a estréia da peça.

Intelectual e facebook
Acho que é por isso que bebo... O difícil é você ver quem vive escrevendo errado e quem nunca esteve “nem ai” com a Cultura, postar nesta porra de facebook que “é contra o porte de armas e a favor do porte de livros”. Será que ele ao menos já leu o Almanaque da Turma da Monica?

Perguntar Ofende ?
O auto intitulado coordenador da campanha tucana em Itaquera já teve acesso a aquele clássico da literatura mundial chamado Caminho Suave?

AlÔ!!!
Hoje já ouvi Zeca Pagodinho, ouvi Mazinho Xerife a agora estou ouvindo João Nogueira. É nesta pegada que mando o meu “alô” aos meus amigos de copo e de cruz. Um alô com direito a rufo de bateria aos meus irmão de fé, aos meus amigos de hoje e de sempre: engenheiro Arnaldo Carvalho da Vila Carmosina, ao Maurinho Branco da Velha Guarda da Leandro, para o Totonho, para o Berola, para o Agostinho, sem esquecer do Bueno (fã do craque goiano Luvanor). Rufo de bateria também para a o Djalma da Vila Verde, para o Scooby da Goiti, para o meu velho amigo da Goiti, o China. Salve também para o Jorge Sujo, para o Bahia do Ferrolho. Calma ai, tem a galera de Ermelino (faz tempo que não colo lá), alô também para o Edinho, para o Jorginho e para o Dedé, sem esquecer do Gil do Bar. Para todos estes meus amigos de “copo e de cruz” do fundo do coração deste humilde gordão: “um alô com direito a rufo de bateria!!!”

 

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Luiz Mário Romero

Diretor Responsável: Luiz Mário Romero - MTB 34.256