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Terça, 03 Julho 2018 07:49

Ampliar conquistas com o Bilhete Único Metropolitano

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a obrigatório nos debates do cotidiano. A construção de políticas públicas para garantir o direito constitucional de ir e vir dos cidadãos com conforto, segurança, economia e rapidez tem que ser prioridade.


A crise dos combustíveis, os investimentos mal planejados, o excesso de pedágios e o alto custo do transporte público, são alguns dos problemas que precisam ser enfrentados com lucidez pela sociedade.
A experiência positiva do Bilhete Único mostra isso. O Bilhete Único trouxe mais economia de dinheiro e tempo, além de mais qualidade ao serviço. Essa conquista revolucionou o transporte coletivo, contribuiu para a economia da população e ampliou o direito de circular pela cidade com mais rapidez, organização e dignidade. 
Aprovado por 94% da população de São Paulo, o sistema é estruturado em um tripé: Primeiro a população deixa de pagar pelo número de ônibus e passa a pagar pelo tempo de utilização. Então temos a tarifa temporal. Segundo que é um valor único, ou seja, beneficia que mora na periferia e por último o sistema não tem nenhuma restrição.
Com essas três características o bilhete único gerou 800 milhões de integração no sistema de ônibus na cidade de São Paulo e 2017. O que representa uma economia para população de mais de um bilhão de reais só em 2017 na cidade de São Paulo.
Além disso, o sistema reorganizou o funcionamento do transporte público, acabou com a clandestinidade, trouxe mais segurança e ampliou a capacidade de ir e vir das pessoas.  Vale lembrar que o número de assaltos em transporte coletivo caiu mais de 80% logo após a implantação do Bilhete na capital.
O Bilhete Único, da forma como vem sendo instituído em diferentes cidades do Estado de São Paulo, como, Campinas, Guarulhos, Hortolândia e a própria Capital, tem se configurado em uma política pública de inclusão social.
A dinâmica econômica de São Paulo é tão ampla que se estende para outros territórios. Tal fenômeno faz com que as pessoas trabalhem em um lugar e morem em outro, exigindo sua circulação, bem como de bens e serviços em um mesmo contexto econômico e urbano.  Por isso é preciso criar condições jurídicas e políticas para o gerenciamento metropolitano da mobilidade urbana, com controle  e transparência.
A proposta é implantar o Bilhete Único Metropolitano, para integrar as cidades de regiões do estado. Promover ampliação da malha ferroviária como a linha 7 Rubi da CPTM que liga a Capital até Jundiaí mas pode chegar até ao município de Americana. Tudo integrado. Diminuindo tempo, proporcionando mais segurança, conforto e gerando economia para a sociedade.
A criação de um Bilhete Único Metropolitano, com  as características de ser um cartão individual, intransferível e inteligente, vai promover a integração dos sistemas municipais e metropolitanos e na criação de um plano integrado de transporte nas regiões metropolitanas e aglomerados urbanos tão necessário para um Estado tão desenvolvido como o de São Paulo.
A proposta envolve a modernização dos trens, novas tecnologias, redução em até 20% do tempo de viagem, integração física, tarifária e temporal. Além de implantação de bicicletários nas estações e a busca pela acessibilidade total aos portadores de deficiência física.
É preciso levar em conta as características e estruturas de cada região. Não há como pensar o transporte público sem articulação entre os municípios. Falta de integração, falta disposição para o diálogo.
O governo estadual deixou de investir em mobilidade urbana e promoveu o caos. Frequentes apagões e transtorno para a população são consequências dessa opção política tomada de forma deliberada por quem comanda  São Paulo desde 1995.
A seriedade da ocupação do espaço público, a prioridade ao pedestre, a prioridade ao coletivo, a atenção aos setores mais fragilizados e a prioridade às políticas públicas que integrem os modais certamente vão proporcionar mais qualidade de vida ao povo paulista.
Economia tempo, mais dinheiro no bolso, menos poluição ao meio ambiente e menos acidentes de trânsito.  Que venha o Bilhete Único Metropolitano.
Gerson Bittencourt foi deputado estadual entre 2011 e 2015. Secretário de Transportes nas cidades de Campinas e São Paulo. Em ambas implantou o Bilhete Único e desenvolveu políticas de mobilidade urbana.

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