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Segunda, 02 Outubro 2017 06:24

Deputado Federal Jorge Tadeu apresenta projeto para incentivar adoções de crianças maiores de três anos Destaque

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Crianças com idade acima de três anos têm menos chance de serem adotadas. E as chances caem drasticamente quando as crianças têm mais de oito anos. Esta é a conclusão das estatísticas apresentadas pelo Cadastro Nacional de Adoção (CNA) nos últimos anos. Ciente desta realidade, o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM/SP) apresentou um projeto de lei cujo objetivo é incentivar a adoção de crianças maiores de três anos, também conhecida como “adoção tardia”.


“Essa situação precisa ser modificada. A chamada adoção tardia evita que muitas crianças sejam condenadas à privação do convívio familiar”, alegou Jorge Tadeu. De acordo com a proposta do parlamentar, os processos de adoção tardia terão preferência de tramitação em relação aos demais. O texto também prevê a concessão de incentivos do Poder Público, inclusive fiscais, para aqueles que adotarem crianças nessa faixa etária.
O termo “adoção tardia” é baseado no desenvolvimento infantil, pois a partir desta idade a criança, em geral, já desenvolveu autonomia parcial: não usa fraldas, come alimentos sólidos, ou até come sozinha, fala, anda, e não é mais considerada um bebê.
“Mesmo que hoje já haja campanhas educativas para os pretendentes à adoção para estimular as adoções tardias, o que se tem feito não tem dado resultado apreciável. A imensa maioria ainda quer um bebê e as crianças mais velhas continuam presas aos abrigos”, lamentou o deputado paulista.
O problema que Mudalen pretende combater realmente não se origina na falta de adotantes inscritos no CNA, pois há oito famílias disponíveis para cada criança apta à adoção no País. A dificuldade se encontra na preferência das famílias por bebês. As razões para tal postura são variadas, mas uma das principais é o medo de que a criança mais velha possa carregar traumas causados na primeira infância.

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