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Quinta, 31 Agosto 2017 08:20

Obra viária na Jacu Pêssego - Desapropriações a vista? Destaque

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O projeto não é de hoje. Vem desde o início da década passada, mas o que pode ser uma alternativa ambiciosa de transporte ligando o corredor ABD no ABC Paulista a Guarulhos atravessando a  Zona Leste, pela avenida Jacu Pêssego pode, ao mesmo tempo por em desespero comerciantes que se instalaram as margens da via. Muitos, aliás,  por ingenuidade ou por “esperteza” instalados em áreas remanescentes, ou seja, em espaços públicos.

 

O projeto é audacioso e moderno, o Corredor BRT Metropolitano Perimetral Leste, contará com três terminais e uma estação de transferência previstos, ligará os corredores metropolitanos Guarulhos – São Paulo (Tucuruvi) e ABD (São Mateus – Jabaquara), conectando duas regiões com vocação industrial, entremeadas por uma região predominantemente residencial de baixa renda que, certamente, será beneficiada com a implantação de um sistema de transporte ágil e econômico. 
Ao longo da avenida Jacu-Pêssego, os estudos realizados constataram considerável potencial de desenvolvimento econômico e urbanístico. A construção de um corredor servirá como indutor de melhorias de infra-estrutura nos locais de passagem.
De acordo com o projeto original a capacidade diária prevista será de 150 mil passageiros. Os ônibus utilizados serão do tipo articulado com 25 estações de embarque/transferências (ônibus/ônibus), além de uma estação de transferências (ônibus/trem), alem dos terminais São Mateus e CECAP Guarulhos. Haverá ainda integração com a linha 11 CPTM (estação Dom Bosco).
Vale destacar que a distância entre as estações será de cerca de 900 metros. Justamente este fato gera dúvidas quantos as possíveis desapropriações das margens da Jacú Pêssego ou mesmo retomada dos espaços públicos ocupados há décadas. No trecho 2 - por exemplo - que compreende a extensão da avenida Jacu Pêssego que será de 14 quilômetros com 13 estações de embarque, 1 estação de transferência, 10 passarelas de acesso, além de via exclusiva para estações e ultrapassagens.
Apesar da Jacu Pêssego contar com quatro faixas de rolamento de cada lado, a dúvida persiste se o projeto sacrificaria as pistas dos carros ou desapropriaria as margens da via. Haveriam ou não desapropriações na Jacú Pêssego?

Um pouco de história e as dúvidas se intensificam


Início dos anos 90, o prefeito de São Paulo era Paulo Maluf, Itaquera via uma queima de fogos inigualável, o então prefeito se gabava de sua mais nova obra visionária, como se provou 20 anos depois que realmente foi. A Jacu Pêssego ira inaugurada com a pretensão de interligar Porto - Aeroporto.
Para a execução da obra aconteceram desapropriações, os proprietários receberam pelos seus imóveis depois de exaustivas negociações - como naturalmente ocorre em processos dessa natureza. Como também naturalmente ocorre neste tipo de desapropriação, de cada imóvel desapropriado um espaço foi usado outro sobrou, mas a municipalidade pagou por ele, ou seja, o que sobrou se tornou área municipal, as chamadas áreas remanescentes. Foram vários imóveis nesta situação.

Ai que surgiram os “espertinhos”...

Muitos proprietários que receberam pela totalidade do espaço indenizado acabaram voltando e construindo no local que se tornou municipal. Outros, porém, simplesmente invadiram e se tornaram grandes “latifundiários urbanos” e posam há anos como empresários proprietários de imóveis locados a postos de gasolina e redes de fasts foods. Isto é a Itaquera que o prefeito João Dória não vê!
A questão das áreas remanescentes é polêmica, já que alguns a ocupam em busca da própria moradia, outros ocupam para montar pequenos comércios e outros -aliás a grande maioria - se tornam grandes latifundiários urbanos, vivem do status como se fossem proprietários e se tornam locatários de grandes salões de festas, postos de gasolina e redes de franquias, vale ratificar. Agora com o projeto que muito imaginavam que jamais sairia do papel como ficará a situação?
Segundo a Assessoria de Imprensa da EMTU, O projeto básico do Corredor BRT Perimetral Leste já foi concluído e o projeto executivo será contratado ainda em 2017, com previsão de conclusão até o final de 2018. A fase posterior é a licitação para obras.

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Ligia Minaro

Jornalista Responsável: Ligia Minaro - MTB 33.856

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