Brasil registra menor índice de malária em 47 anos com avanço de novo tratamento no SUS

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Brasil atinge menor nível de malária em 47 anos com uso de tafenoquina no SUS e reforça vacinação contra sarampo após casos importados.
Brasil registra menor índice de malária em 47 anos com avanço de novo tratamento no SUS
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O Brasil alcançou um marco histórico no combate a uma das doenças mais desafiadoras da região amazônica. Dados oficiais revelam que o país registrou, em 2025, o menor número de casos de malária desde 1978. Com 118.037 registros, o país viu uma retração de 15% em relação ao ano anterior, acompanhada por uma queda significativa de 30% nas mortes, que baixaram de 56 para 39 no mesmo período.

Impacto da tafenoquina no controle da doença

O sucesso nos indicadores de saúde pública é atribuído, em grande parte, à incorporação estratégica da tafenoquina ao Sistema Único de Saúde (SUS). Implementado em 2024, o medicamento permite um tratamento em dose única, o que facilita a adesão dos pacientes e garante uma ação prolongada contra a reincidência da doença. O protocolo foi inicialmente voltado para adultos, mas desde março de 2026, uma formulação específica passou a atender crianças a partir de dois anos.

Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas foram beneficiadas pela nova terapia. A eficácia do fármaco é notável na prevenção de novas manifestações, um desafio crônico no tratamento da malária. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília, que o Brasil é pioneiro mundial na adoção dessa tecnologia em larga escala na rede pública.

Resultados expressivos em territórios indígenas

As populações mais vulneráveis foram as que registraram os avanços mais contundentes. Em áreas de assentamento rural e, especialmente, em terras indígenas, a redução de casos superou a marca de 40%. No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, a aplicação do tratamento foi acompanhada por uma queda de 61,9% nas recaídas da doença entre março e junho de 2026.

O governo federal ressalta que o controle da malária no território Yanomami não ocorreu de forma isolada. A estratégia combinou a eficácia da tafenoquina com ações robustas de recuperação nutricional. Segundo o Ministério da Saúde, a incidência de casos no território caiu 55% entre janeiro e julho de 2026, enquanto os óbitos pela doença na região apresentaram uma redução superior a 70%.

Vigilância contra o sarampo

Embora o cenário da malária seja de otimismo, o Ministério da Saúde mantém alerta máximo para outras enfermidades. O país reforçou as campanhas de vacinação contra o sarampo após a identificação de 38 casos importados em estados como São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. A medida visa proteger a certificação de país livre da doença, reconquistada em 2024.

A estratégia de imunização é intensiva em cidades como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo, onde a vacinação foi ampliada para a faixa etária de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal anterior. O governo monitora a circulação de cepas vindas da América do Norte, onde países como Estados Unidos, Canadá e México concentram a maioria das notificações no continente. Para mais informações sobre saúde pública e atualizações do sistema de saúde brasileiro, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de confiança para notícias com credibilidade e contexto.

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