Erika Hilton descarta negociação de emendas que ampliem jornada na PEC da 6×1

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trabalho - Erika Hilton descarta negociar emendas que aumentem jornada na PEC da 6x1. Deputada defende que foco é garantir descanso ao trabalhador brasileiro.
© Lula Marques/Agência Brasil.
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Erika Hilton descarta negociação de emendas que ampliem jornada na PEC da 6×1

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) reafirmou, nesta quarta-feira (20), a posição contrária do governo a qualquer manobra legislativa que resulte em aumento da carga horária de trabalho durante a tramitação da PEC que propõe o fim da escala 6×1. Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, a parlamentar foi enfática ao declarar que não haverá espaço para negociações que envolvam compensações como a desoneração da folha de pagamento em troca de retrocessos na jornada.

A declaração ocorre em um momento de intensa pressão no Congresso Nacional. A proposta, que busca garantir ao trabalhador brasileiro um dia adicional de descanso semanal, enfrenta resistência de setores que defendem prazos de transição extensos. Para Hilton, o foco deve permanecer na dignidade laboral, sem ceder a pressões que descaracterizem o objetivo central da medida.

O embate sobre a transição e as emendas

O debate ganhou novos contornos com a apresentação de emendas que buscam flexibilizar a implementação da nova jornada. Um dos pontos de maior divergência é a proposta do deputado Sérgio Turra (PP-RS), que sugere um período de transição de dez anos para a entrada em vigor da medida. A emenda já conta com o apoio de 176 parlamentares, o que evidencia a complexidade do cenário político atual.

A deputada argumenta que o “espetáculo” em torno da resistência à PEC não reflete as necessidades reais do pequeno empreendedor. Segundo ela, a articulação política contrária à redução da jornada estaria atrelada a interesses que visam, inclusive, elevar a carga horária para até 52 horas semanais. Hilton defende que o diálogo deve ser restrito a ajustes técnicos que garantam a viabilidade da transição, sem comprometer a essência da proposta.

Impactos econômicos e o papel do Dieese

Além da questão política, a viabilidade econômica do fim da escala 6×1 é um dos pilares da defesa da deputada. Citando dados do Dieese, Hilton sustenta que a mudança na jornada não trará prejuízos ao mercado, mas sim um impulso positivo. A estimativa é de que a medida possa gerar, de forma imediata, mais de 3 milhões de novos postos de trabalho no país.

A argumentação da parlamentar aponta para um ganho de produtividade e lucratividade para as empresas. Ao reduzir a exaustão física e mental dos colaboradores, as companhias teriam menos absenteísmo e erros operacionais. “Quando elas têm menos trabalhadores doentes, isso significa, no fim do dia, lucratividade”, destacou a deputada, reforçando que o bem-estar do trabalhador é um ativo estratégico para a economia nacional.

Caminhos para a regulamentação

Apesar da rigidez quanto às emendas que ampliam a jornada, Erika Hilton sinaliza abertura para discutir mecanismos que protejam os setores produtivos durante a transição. A parlamentar mencionou a possibilidade de trabalhar com isenções tributárias específicas e o fortalecimento das convenções coletivas como ferramentas de equilíbrio.

A expectativa é que um Projeto de Lei complementar venha a regulamentar as particularidades de cada setor, assegurando que a transição ocorra de forma organizada e sem prejuízos. O acompanhamento dessa tramitação segue sendo uma prioridade no legislativo, com o Fato Paulista mantendo você informado sobre cada desdobramento desta pauta que impacta milhões de brasileiros.

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