Apreensão de drogas em transportadora revela novas rotas do tráfico

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Receita Federal apreende drogas e medicamentos irregulares em transportadora na zona norte do Rio de Janeiro com apoio de cães farejadores.
Apreensão de drogas em transportadora revela novas rotas do tráfico
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A fiscalização aduaneira nas rodovias e centros logísticos do país desempenha um papel fundamental no combate ao envio interestadual de substâncias proibidas. Em uma operação recente realizada em um centro de distribuição, agentes federais interceptaram remessas ilícitas que utilizavam serviços postais e logísticos convencionais para despachar entorpecentes para diferentes regiões do território nacional, demonstrando a adaptação das redes criminosas aos meios tradicionais de transporte de cargas.

Fiscalização com cães farejadores na zona norte

A ação de fiscalização ocorreu em um galpão situado na Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro. Na ocasião, a equipe K9 de cães de faro da Receita Federal atuou diretamente na inspeção de volumes suspeitos separados durante a triagem rotineira do estabelecimento. O emprego de animais treinados tem sido uma das principais ferramentas para detectar odores específicos em meio a milhares de pacotes despachados diariamente.

Durante a varredura nos galpões da transportadora, os agentes identificaram quatro encomendas que levantaram suspeitas. O valor total estimado das retenções fiscais e dos materiais ilícitos apreendidos chegou a R$ 356 mil, evidenciando o prejuízo imposto às redes responsáveis pela distribuição dessas mercadorias para outros estados brasileiros.

Esquema oculto em capacetes e remessas interestaduais

Para tentar burlar os equipamentos de raio-X e a percepção dos fiscais, os criminosos recorreram a métodos engenhosos de ocultação. As drogas sintéticas e os entorpecentes estavam escondidos no interior de capacetes de motociclistas, aproveitando a estrutura oca dos equipamentos de proteção para despistar a fiscalização nos centros de distribuição.

No total, a operação contabilizou cerca de 3.600 comprimidos de ecstasy, pesando aproximadamente 2 kg, além de 1,070 kg de skunk e 20 gramas de MDMA. De acordo com os registros da fiscalização, essas remessas ilegais tinham como destino final clientes ou intermediários nos estados da Bahia, Minas Gerais e Paraíba, revelando a abrangência da rota logístico-criminosa.

Retenção de medicamento controlado para emagrecimento

Além das substâncias entorpecentes tradicionais, a equipe também reteve uma encomenda contendo 246 unidades de tirzepatida, um medicamento de comercialização controlada indicado para tratamentos de emagrecimento. O produto exigia documentação específica e controle sanitário rigoroso, que apresentava indícios de irregularidade.

Essa remessa específica possuía origem no município de Barueri, em São Paulo, e trazia como destino final a capital fluminense. O comércio irregular de fármacos controlados preocupa as autoridades de saúde pública devido aos riscos associados ao uso sem acompanhamento médico adequado e à procedência duvidosa dos lotes comercializados fora dos canais oficiais.

Desdobramentos e investigação criminal

Após a conclusão da triagem e a contabilização de todo o material retido, as substâncias entorpecentes e os medicamentos irregulares foram encaminhados às autoridades competentes. O objetivo agora é dar continuidade aos procedimentos de investigação criminal para identificar os remetentes, os destinatários finais e os responsáveis pela fachada utilizada para despachar os pacotes.

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