Pacientes atribuem transtornos psicológicos a questões financeiras

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Imagine uma criança, na pré adolescência que passa grande parte do tempo quando está com os pais, apenas ouvindo sobre os problemas financeiros da família. Expressões do tipo: “não tem dinheiro”, “estourei o cartão” ou ainda quando a criança pede um simples chocolate já ouve um “sonoro” não. E a justificativa não é a saúde, mas sim a questão financeira e isto acaba afetando o seu estado psicológico.
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Mas nos últimos tempos a questão financeira e os problemas econômicos também está afetando, e muito, os adultos que antes sabiam lidar melhor com a situação. Segundo a psicóloga Dra. Amanda Hayala, pelo menos 65% dos pacientes que passam pela clínica onde ela atua, relatam situações relacionadas as questões que envolvem a crise financeira.

“Acaba sendo natural afetar o estado psicológico das pessoas todo este clima de incerteza que o País vem passando”, destaca. A psicóloga afirma ainda que a sensação de impotência em relação a diversos fatores acaba contribuindo para um estado crítico no que tange ao emocional e consequentemente o psicológico.  Entre as diversas situações a Dra. Amanda Hayala lista algumas como: medo de perder o emprego; ver os negócios fracassarem; não conseguir se recolocar rapidamente no mercado; comprometer a segurança financeira da família; alterar o padrão de vida dos filhos; entre outras situações, incluindo ainda uma possível mudança não desejada de escola, de casa ou de um plano de saúde.

Vale lembrar que a Dra. Amanda Hayala atua em diversas ações sociais voltadas a diversos segmentos societários, com foco sempre no bem estar psicológico das pessoas. Ela também é coordenadora do Departamento de Psicologia de uma das maiores entidades classistas do Brasil, a Acaapesp – Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores Políticos do Estado de São Paulo.

“Importante fazer com que essas questões não afetem os âmbitos familiares e de amizades por divergências e conflitos internos, pois esse é um tema que ressalta reações desesperadores em relação ao futuro”, finaliza.

 

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