Dispersão de usuários de drogas criou pelo menos 16 novas ‘Cracolândias’ segundo pesquisa da USP

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Pesquisadores identificaram que a maior parte dos pontos está na região central da capital e reúnem de 20 a até 200 usuários.
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Pelo menos 16 novos locais com concentração de pessoas em situação de rua usando drogas surgiram após a dispersão de dependentes químicos da Praça Princesa Isabel, no Centro de São Paulo, segundo uma pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP).

Os pesquisadores identificaram que a maior parte desses pontos está na região central da capital. Eles reúnem de 20 a 200 usuários em cada local. Segundo o estudo, a tática usada pela prefeitura para a dispersão dos dependentes químicos não é a mais adequada para resolver o problema da Cracolândia.

Em nota, a prefeitura informou que as ações no centro provocaram um aumento no atendimento aos dependentes químicos, e que desde 2017 é possível verificar uma redução do número de pessoas na Cracolândia.

Conflitos no Centro

Um estacionamento da região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, emparedou as janelas de vidro para tentar evitar que o local seja alvo de ataques.

No início da semana, comércios da região foram saqueados e destruídos.

Diversos estabelecimentos passaram a operar com meia porta aberta por conta da onda da insegurança no local.

Na última quinta, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), atribuiu o aumento da violência a uma suposta falta do fornecimento de drogas após ações da gestão municipal e da polícia na região da Cracolândia.

fonte: G1 SP

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