O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, tornou-se o epicentro de uma discussão estratégica sobre o futuro da modalidade no país. Entre os dias 15 e 16 de setembro, o local sediou a primeira edição do Women’s International Football Summit (Wifs), um encontro que reuniu especialistas, atletas, gestores e entidades para traçar os próximos passos do futebol feminino nacional, em um momento crucial que antecede a Copa do Mundo de 2027, a ser realizada em solo brasileiro.
Conexão entre comunicação e desenvolvimento esportivo
O evento, organizado pela Conferência de Futebol (Confut), buscou ir além das quatro linhas ao fomentar o intercâmbio de experiências entre os principais atores do mercado. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) atuou como apoiadora institucional, reforçando seu compromisso com a visibilidade da modalidade. A emissora pública, que detém um papel de destaque na transmissão do Campeonato Brasileiro e das categorias de base, utilizou o espaço para debater como novas narrativas podem impulsionar o engajamento do público.
Antonia Pellegrino, diretora-presidente da EBC, mediou um painel focado na transformação das plataformas de comunicação. Durante sua participação, ela destacou que o papel da mídia pública transcende a exibição das partidas. Segundo a executiva, iniciativas como o Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas exemplificam como o esporte pode ser um vetor de pautas sociais, incluindo o combate à violência contra a mulher e o fortalecimento do protagonismo feminino nos clubes.
Perspectivas e trocas de experiências entre gerações
A programação do Wifs foi estruturada para cobrir diferentes frentes do ecossistema esportivo. A jornalista e comentarista Rachel Motta, da TV Brasil, participou de debates que envolveram desde a gestão de clubes até os bastidores da cobertura jornalística. Para ela, a presença da TV pública em eventos dessa magnitude é fundamental para consolidar o know-how e a rede de contatos necessária para o crescimento sustentável da modalidade.
Na segunda-feira (14), a apresentadora Marília Arrigoni integrou o painel sobre experiências e novos horizontes, discutindo a evolução do futebol feminino ao lado de nomes como Renata Armiliato, gerente de futebol do Internacional. O debate evidenciou uma lacuna histórica: a necessidade de espaços de discussão técnica e política no Rio de Janeiro, algo que o Wifs se propõe a suprir de forma recorrente.
O impacto da visibilidade na Copa do Mundo de 2027
Com a proximidade do mundial, a regularidade das transmissões tornou-se um diferencial competitivo. A TV Brasil reafirma sua posição como a emissora aberta que mais transmite futebol feminino no mundo, mantendo uma grade que inclui desde o Campeonato Brasileiro até produções específicas como o programa Copa Delas, disponível no YouTube. Essa estratégia de longo prazo visa preparar o terreno para que a Copa de 2027 não seja apenas um evento isolado, mas um marco de transformação estrutural.
O Fato Paulista segue acompanhando de perto os desdobramentos sobre o desenvolvimento do esporte no Brasil e os impactos das políticas de incentivo à modalidade. Continue conosco para se manter informado sobre os principais eventos e transformações que moldam o cenário esportivo nacional com credibilidade e profundidade.




