Novos postos de saúde levam atendimento médico a comunidades ribeirinhas no Amazonas

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Novos pontos de saúde na RDS Uacari, no Amazonas, levam atendimento médico a ribeirinhos, reduzindo distâncias e fortalecendo o SUS na região.
Novos postos de saúde levam atendimento médico a comunidades ribeirinhas no Amazonas
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A rotina de milhares de moradores da zona rural de Carauari, no Amazonas, mudou drasticamente com a inauguração de dois novos pontos de atendimento à saúde. Localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, as unidades foram instaladas nas comunidades de Bauana e Campina, regiões que antes dependiam de longas e exaustivas viagens fluviais para o acesso a serviços básicos de medicina.

Para gestantes como Aldeniza Silva e Silva, moradora da comunidade de Boa Vista, a mudança representa um alívio imediato. Grávida de sete meses, ela precisava enfrentar trajetos de horas em pequenas embarcações, conhecidas como rabetas, para realizar o pré-natal na zona urbana de Carauari. Com a nova estrutura, o que antes exigia dias de navegação – dependendo da cheia ou seca dos rios – agora é resolvido com deslocamentos muito mais curtos e seguros.

Fortalecimento da rede pública em áreas remotas

O projeto, batizado de SUS na Floresta, não pretende criar um sistema paralelo, mas sim integrar e potencializar a rede pública já existente. A iniciativa é fruto de uma parceria público-privada que envolve a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), com suporte técnico da prefeitura local e do governo estadual.

As unidades contam com consultórios para atendimentos presenciais e remotos, salas de triagem, consultório odontológico e equipamentos de telessaúde. Segundo Guilherme Sylos, diretor do IDIS, o foco é adaptar a Atenção Primária às particularidades geográficas e culturais da Amazônia, onde a sazonalidade dos rios e a escassez de profissionais são desafios constantes.

Impacto imediato na vida dos moradores

Desde a inauguração, ocorrida entre os dias 19 e 21 de julho de 2025, os postos já demonstram sua importância. Em apenas uma semana, o ponto de atendimento em Campina evitou cinco chamadas de ambulanchas, as lanchas de resgate utilizadas pela prefeitura para casos graves. Entre os atendidos, esteve o jovem Thiago Freitas Andrade, que sofreu um ferimento profundo no pé e pôde ser tratado localmente, evitando uma viagem de risco até a cidade.

Além de ferimentos, as unidades têm sido fundamentais para o acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão, e para a realização de consultas de pré-natal. A presença de profissionais de enfermagem e a estrutura de telessaúde permitem que casos de menor complexidade, como gripes e infecções, sejam resolvidos sem a necessidade de deslocamento para a sede do município, que abriga cerca de 28 mil habitantes.

Alcance e homenagens

As novas estruturas foram batizadas em homenagem a figuras locais, reconhecendo a importância da liderança comunitária na região. O posto de Bauana recebeu o nome de Raimundo Ribeiro de Lima (Saborá), enquanto a unidade de Campina homenageia Laice Santos do Nascimento. Juntos, os dois pontos de apoio possuem capacidade para atender 56 comunidades ribeirinhas, beneficiando aproximadamente 4,7 mil pessoas.

O projeto reforça a Estratégia Saúde da Família e busca garantir que o direito ao atendimento médico chegue às áreas mais isoladas da floresta. Para acompanhar os desdobramentos desta iniciativa e outras reportagens sobre o desenvolvimento regional e a saúde pública no Brasil, continue acessando o Fato Paulista, seu portal de confiança para informações relevantes e atualizadas.

Saiba mais sobre o projeto em Fundação Amazônia Sustentável.

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