Programa Integra Tietê reduz carga de esgoto e avança na despoluição do rio

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O programa Integra Tietê investe R$ 25 bilhões para despoluir o rio, reduzindo o despejo de esgoto e ampliando o saneamento na Grande São Paulo.
Programa Integra Tietê reduz carga de esgoto e avança na despoluição do rio
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O Rio Tietê, símbolo histórico e desafio ambiental da Grande São Paulo, vive uma fase de mudanças estruturais significativas. Desde 2023, o programa Integra Tietê, iniciativa do Governo de São Paulo, tem mobilizado um aporte de R$ 25 bilhões para reverter décadas de degradação ambiental. Com metas estabelecidas até 2029, o projeto foca na expansão do saneamento básico, no desassoreamento dos cursos d’água e em uma fiscalização rigorosa para impedir o descarte irregular de resíduos.

Os resultados iniciais já apresentam números expressivos. A estratégia de conectar domicílios à rede formal de esgoto permitiu que 1,5 milhão de residências fossem integradas ao sistema. Esse movimento retirou mais de 10 bilhões de litros de esgoto por mês dos mananciais, volume comparável ao que seria despejado por 4 mil piscinas olímpicas. Para viabilizar esse salto, a Sabesp executou a construção de 7 novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e 39 Estações Elevatórias de Esgoto (EEE), além de instalar mais de 1.032 km de novas tubulações.

Avanço do saneamento em municípios críticos

O impacto do programa é sentido de forma desigual, mas progressiva, em cidades que historicamente careciam de infraestrutura. Guarulhos, que operava com apenas 2% de tratamento, atingiu a marca de 45% e projeta encerrar o ciclo atual com 78%. Em Cajamar, a mudança foi drástica: a cidade, que não possuía serviço de coleta até 2022, alcançou 79% de cobertura. Na capital paulista, o distrito de Perus tornou-se um exemplo de sucesso ao saltar de zero para 100% de esgoto tratado, graças à implementação de uma unidade local de tratamento.

Desassoreamento e a limpeza dos leitos

Além da rede de esgoto, a desobstrução do leito do rio é uma prioridade logística. O desassoreamento — a retirada de sedimentos e lixo acumulados — removeu 6,8 milhões de metros cúbicos de detritos desde o início do programa. Somente no ano de 2025, foram retirados 2,3 milhões de metros cúbicos, volume que, se transportado por caminhões, formaria uma fila contínua capaz de ligar São Paulo a Salvador.

Indicadores de qualidade da água

Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) confirmam a eficácia das medidas. Entre 2024 e 2026, a carga de poluição transportada pelo rio caiu 29,4%, reduzindo de 218 para 154 toneladas diárias. A diminuição da matéria orgânica é fundamental para elevar os níveis de oxigênio na água, o que, consequentemente, reduz o odor característico e permite a recuperação da vida aquática em trechos do Médio Tietê e em afluentes como o Rio Tamanduateí e o Córrego Lavapés.

Expansão e continuidade do projeto

O Integra Tietê entra agora em uma nova etapa, focada em obras lineares e estruturais em municípios como Osasco, Carapicuíba, Cotia, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Barueri, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato. O plano prevê a instalação de mais 460 km de tubulações e a construção de 112 estações elevatórias, visando beneficiar diretamente 1,75 milhão de pessoas. Para acompanhar o desenrolar dessas obras e o impacto ambiental contínuo na região, continue lendo o Fato Paulista, seu portal de referência para notícias que transformam a realidade da nossa região.

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