Projeto social estimula o empreendedorismo no Iguatemi

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Estudo aponta que 50% dos moradores de favelas no Brasil têm seu próprio negócio
Projeto social
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Na contramão das estatísticas e estudos sobre o deserto de oportunidades nas regiões periféricas do Brasil e da desigualdade social como marca em uma das cidades mais ricas como São Paulo, moradores do distrito de Iguatemi, considerado o 5º pior bairro para viver de acordo com dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), driblam todos esses dilemas e provam que é possível ter o próprio negócio.

Com a ajuda de um instituto que nasceu no início da pandemia de Covid-19, com o objetivo de prestar apoio às famílias fortemente afetadas pela perda de renda e pela fome crescente, os moradores da região encontraram mais do que apenas assistencialismo para as necessidades emergenciais de alimentação. Essas pessoas, muitas sem instrução, também descobriram uma fonte de conhecimento e projeção de futuro.

Com o apoio de empresários, o Instituto Hope Box, liderado por Wellington Adriano, jovem negro, periférico e com apenas o ensino médio completo, já entregou mais de 70 certificados aos alunos do curso gratuito de confeitaria artesanal. Além disso, mais de 30% deles já estão empreendendo. É o caso de Natália Bernardo Brotas, 29 anos, aluna da primeira turma do curso em 2022 e proprietária da loja Doces da Naty. À época, ela estava desempregada e sem poder trabalhar fora por conta do seu filho recém-nascido.

“Encontrei no instituto uma oportunidade de ter uma profissão. Descobri a minha paixão pela confeitaria e hoje tiro todo o meu sustento com os meus doces. Hoje, posso dizer que faço parte da lista de empreendedores da minha cidade e contribuo para a geração de renda da região onde moro”, destaca Natália.

Para Wellington Adriano, a missão do instituto é ir além do assistencialismo, transformando vulnerabilidade social em oportunidades. “Eu nunca quis apenas entregar uma cesta básica e ser visto como uma fonte inesgotável para suprir a fome do momento. A minha luta sempre foi e sempre será dar todas as ferramentas possíveis para que cada um seja provedor de seu próprio sustento e tenha condições de ajudar outras pessoas.”

Atualmente, 50% dos moradores de favela empreendem, totalizando 5,2 milhões de empreendedores, conforme aponta um estudo do Data Favela.

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