A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) iniciou uma série de cerimônias para celebrar o desempenho acadêmico de 117,8 mil estudantes da rede estadual. Os alunos, matriculados no Ensino Fundamental e Médio, estão recebendo medalhas de ouro, prata e bronze como reconhecimento pelo destaque na terceira edição da Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais (Omasp). As entregas, organizadas pelas 91 Unidades Regionais de Ensino, ocorrem ao longo desta semana, com encerramento previsto para sexta-feira (3).
Consolidação de uma política pública de conhecimento
A Omasp alcançou um marco expressivo em sua trajetória: ao somar os resultados deste ano com as edições anteriores, a rede estadual contabiliza 368,5 mil alunos medalhistas em três anos de competição. O quadro de honra de 2024 é composto por 16,3 mil medalhistas de ouro, 33,7 mil de prata e 67,7 mil de bronze. Além do reconhecimento aos estudantes, a iniciativa também premia professores e unidades escolares com troféus, valorizando o ecossistema educacional.
O secretário da Educação, Renato Feder, destacou que o projeto tem sido fundamental para despertar o entusiasmo dos jovens pela disciplina. “Isso, junto ao esforço da Educação para ampliar as aulas da disciplina e a criação das Aulas Olímpicas, que traz nossos alunos para aulas preparatórias aos sábados em unidades de ensino localizadas em várias cidades do estado”, afirmou o titular da pasta.
Critérios de seleção e o caminho para o sucesso
O processo de seleção dos premiados baseia-se no desempenho dos estudantes na Prova Paulista. São elegíveis para a Omasp 30% dos alunos que obtiveram as maiores pontuações em matemática e língua portuguesa nos dois primeiros bimestres do ano letivo. Após a fase inicial, os candidatos realizam provas on-line dentro de suas respectivas unidades escolares, com níveis de complexidade adaptados a cada etapa de ensino.
Para garantir a excelência, os 16,3 mil medalhistas de ouro ainda enfrentarão uma terceira fase da competição em agosto. O objetivo é selecionar os 225 estudantes com as notas mais altas de todo o estado para representar São Paulo na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), em outubro, contando com um cronograma de preparação especial.
Impacto na autoestima e o novo marco legal
A importância da Omasp transcende a disputa por medalhas. Para muitos alunos, a conquista é o resultado de uma trajetória de superação e apoio familiar. Exemplos como o de Gabriel Matheus, estudante de 17 anos em Capivari, ilustram como a continuidade da competição motiva o aluno a buscar o aperfeiçoamento constante. “No primeiro ano, ganhei medalha de bronze, no segundo ano também, e neste ano quando disse para a minha mãe que faria a prova, ela me disse que era pra eu fechar com chave de ouro”, relatou o jovem, que agora encerra o ciclo escolar com o ouro.
Para garantir que esse incentivo não seja passageiro, o governador Tarcísio de Freitas promulgou a Lei nº 18.483, que institui o Programa Olimpíadas do Conhecimento SP. A medida institucionaliza as competições como política pública de Estado, assegurando a continuidade de ações como a Omasp, a Olisp (Olimpíada Interpreta SP), a oferta de material didático e a formação continuada para docentes. Segundo Marina Horta, coordenadora da equipe de olimpíadas da Seduc-SP, a lei fortalece a autoestima acadêmica e cria referências positivas dentro da escola pública, permitindo que os estudantes se reconheçam capazes de enfrentar desafios intelectuais complexos.
O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos das políticas educacionais e o desempenho dos estudantes da rede estadual. Continue conosco para se manter informado sobre as iniciativas que transformam o cenário da educação pública em São Paulo e no Brasil.




