Morre Roger Henri, maestro e arranjador que marcou trilhas da Globo, aos 71 anos

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Morre aos 71 anos o maestro Roger Henri, conhecido por suas trilhas e jingles marcantes na TV Globo e parcerias na MPB.
Morre Roger Henri, maestro e arranjador que marcou trilhas da Globo, aos 71 anos
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O meio artístico e televisivo brasileiro amanheceu de luto neste sábado (7) com a confirmação da morte do maestro, arranjador e músico Roger Henri. Aos 71 anos, o artista faleceu na última sexta-feira (6), deixando um legado de décadas dedicado à cultura nacional e, em especial, à identidade sonora da televisão brasileira. A notícia foi confirmada por meio de publicações oficiais nas redes sociais do próprio maestro, gerando comoção entre fãs, colegas de profissão e admiradores de seu trabalho.

Reconhecido por sua versatilidade e talento nos bastidores, Roger Henri construiu uma trajetória sólida que se confunde com a história da programação televisiva das últimas décadas. Sua habilidade em traduzir emoções em notas musicais garantiu espaço cativo em grandes produções, consolidando seu nome como um dos profissionais mais respeitados de sua geração nos estúdios do país.

Uma trajetória dedicada à música e à televisão

Nascido em maio de 1955, em Niterói, no Rio de Janeiro, Roger deu início à sua jornada musical ainda na juventude. Um marco inicial de sua carreira ocorreu em 1978, quando assinou a trilha sonora do curta-metragem O Mágico, sob a direção de Luiz Bandeira de Mello. A partir daí, o músico expandiu sua atuação para além das telas de cinema, ingressando no mercado fonográfico durante a década de 1980.

Nesse período, atuou como diretor musical de shows e festivais, além de trabalhar como produtor e arranjador em renomadas gravadoras, como RGE, RCA, PolyGram e Som Livre. Sua entrada na Rede Globo aconteceu em 1983, momento em que passou a desenvolver assinaturas musicais, vinhetas e trilhas que marcaram a memória de milhões de telespectadores em todo o Brasil.

Trilhas sonoras inesquecíveis e grandes produções

Ao longo de cerca de quatro décadas de colaboração com a emissora carioca, Roger Henri acumulou uma marca impressionante. Conforme registros do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o maestro teve mais de 1.600 músicas veiculadas em programas, novelas e minisséries da casa.

Entre seus trabalhos mais emblemáticos está a inconfundível música de abertura do tradicional Supercine. Sua versatilidade artística também marcou presença em atrações de grande audiência, como o Globo Repórter e o Fantástico, além da produção musical do reality show No Limite entre 1998 e 2000. Na teledramaturgia, deixou sua assinatura em tramas marcantes como Memorial de Maria Moura, Engraçadinha, Força de um Desejo e Anjo Mau.

Parcerias com lcones da MPB e despedida

Fora do ambiente televisivo, o talento de Roger Henri ecoou ao lado de grandes nomes da música brasileira. Como arranjador, colaborou em discos de artistas consagrados como Xuxa, Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Fafá de Belém, Fagner e Daniela Mercury. Entre suas contribuições mais notáveis está o arranjo do Hino Nacional Brasileiro interpretado por Fafá de Belém, além de uma adaptação inédita de uma composição de Tom Jobim para o documentário sobre Pelé.

A despedida do músico ocorreu neste sábado (7), com velório realizado a partir das 8h e sepultamento previsto para as 15h no Cemitério Municipal de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro. Roger Henri deixa uma contribuição inestimável para a cultura nacional, eternizada em melodias que atravessaram gerações.

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