Tarcísio de Freitas sanciona lei que obriga cinemas de shoppings em SP a terem sessões adaptadas para autistas

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autismo - Governador Tarcísio de Freitas sanciona lei que exige sessões de cinema adaptadas para autistas em shoppings de SP, promovendo inclusão e lazer.
Reprodução / Globo)
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A busca por lazer e entretenimento em São Paulo ganha um novo capítulo de inclusão. O governador Tarcísio de Freitas sancionou a Lei nº 18.394/2026, publicada no Diário Oficial em fevereiro deste ano, que estabelece uma exigência fundamental para os cinemas localizados em shoppings e centros comerciais do estado. A partir de agora, estabelecimentos como o renomado Shopping Iguatemi e outros deverão oferecer sessões de cinema especialmente adaptadas para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), garantindo o direito ao lazer em um ambiente acolhedor e compreensivo.

autismo: cenário e impactos

Essa medida representa um avanço significativo na luta contra o isolamento social que muitas famílias neurodivergentes enfrentam. Ao focar em um dos serviços mais procurados nos shoppings, a legislação busca transformar a experiência cinematográfica, tornando-a acessível e prazerosa para um público que, até então, encontrava barreiras sensoriais e sociais.

Cinema adaptado para autistas: o que muda nas salas de SP

A experiência cinematográfica tradicional, com sua escuridão total e sistemas de som potentes, pode ser desafiadora para pessoas com TEA. Esses estímulos intensos frequentemente desencadeiam crises de ansiedade, desconforto e sobrecarga sensorial. A nova lei de São Paulo aborda diretamente essas questões, determinando modificações essenciais para regular o ambiente e promover a inclusão. Os cinemas terão até 60 dias para se adequar às novas diretrizes, que incluem:

  • Iluminação de atenuação: As luzes da sala permanecerão parcialmente acesas durante toda a exibição, eliminando o contraste abrupto e proporcionando maior previsibilidade visual do ambiente.
  • Controle de decibéis: O volume do áudio será reduzido e equalizado, eliminando picos sonoros estridentes que podem causar grande desconforto e hipersensibilidade.
  • Ambiente flexível: Será permitida a livre circulação durante a exibição do filme. O público terá liberdade para levantar, andar ou vocalizar, criando um espaço de mútua compreensão onde o comportamento atípico não será alvo de julgamentos ou interrupções.
  • Identificação clara: As sessões adaptadas deverão ser claramente sinalizadas com o símbolo mundial do espectro autista, facilitando a identificação e o planejamento das famílias.

Acessibilidade sensorial: um novo patamar de direitos

Historicamente, o conceito de acessibilidade concentrava-se majoritariamente em barreiras arquitetônicas, como a instalação de rampas, elevadores e banheiros adaptados. A sanção desta lei em São Paulo marca uma transição crucial para um entendimento mais amplo dos direitos civis, introduzindo e solidificando a importância da acessibilidade sensorial. Este é um reconhecimento de que as barreiras não são apenas físicas, mas também podem ser invisíveis, afetando profundamente a capacidade de indivíduos neurodivergentes de participar plenamente da vida em sociedade.

A urgência dessa medida reside na necessidade de romper o isolamento social velado que muitas famílias com membros autistas vivenciam. Ao descentralizar o acesso à cultura e ao entretenimento, o Estado de São Paulo assume um papel ativo na promoção da inclusão. A lei não apenas garante o direito ao lazer, mas também educa a sociedade para a convivência com a neurodiversidade, validando a ideia de que todos devem ter a oportunidade de desfrutar de espaços públicos em igualdade de condições. Para mais detalhes sobre a legislação, você pode consultar o site da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Impacto e desdobramentos para a comunidade e os estabelecimentos

A implementação da Lei nº 18.394/2026 representa um desafio e uma oportunidade para as grandes redes exibidoras. Com a obrigatoriedade de oferecer, no mínimo, uma sessão adaptada por mês em cada sala de cinema em shoppings, os estabelecimentos precisarão revisar suas operações e treinar suas equipes para garantir um atendimento adequado e sensível. O descumprimento da norma, como qualquer legislação sancionada, estará sujeito a sanções administrativas e fiscais, com os órgãos de fiscalização do estado responsáveis por verificar a adequação dentro do prazo de 60 dias.

Embora a lei foque no acolhimento de crianças e adolescentes com TEA, a experiência das sessões adaptadas é projetada para ser compartilhada com seus familiares, promovendo uma vivência coletiva e segura. Isso fortalece os laços familiares e permite que todos desfrutem de momentos de lazer juntos, sem o estresse ou a preocupação com a inadequação do ambiente. A medida reforça o papel do cinema não apenas como um local de entretenimento, mas como um espaço de integração social e cultural.

A sanção desta lei em São Paulo é um passo fundamental para transformar a ida ao shopping e ao cinema em uma experiência de acolhimento e não mais um desafio exaustivo. Consolidando o lazer como um direito de todos os cidadãos paulistas, a iniciativa reflete um compromisso crescente com a inclusão e o respeito à neurodiversidade. Para ficar por dentro de outros avanços e notícias que impactam a vida em São Paulo e no Brasil, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de informação relevante, atual e contextualizada.

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