Polícia Civil indicia Milton Leite e mais 12 pessoas por suspeita de ligação com o PCC no transporte

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Milton Leite e mais 12 pessoas são indiciados pela Polícia Civil sob suspeita de integrar o PCC e atuar no transporte público.
Polícia Civil indicia Milton Leite e mais 12 pessoas por suspeita de ligação com o PCC no transporte
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A Polícia Civil apresentou à Justiça o relatório final da Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta infiltração do crime organizado no sistema de transporte coletivo. O documento aponta indícios de que o ex-presidente da Câmara Municipal paulistana Milton Leite e mais 12 suspeitos integram ou promovem a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A investigação detalha como empresas de ônibus que prestam serviços em municípios paulistas teriam sido administradas por integrantes do grupo após vencerem licitações públicas.

No relatório entregue, as autoridades policiais solicitaram a prisão preventiva, sem prazo de validade, para todos os 13 investigados. Até o momento, o pedido ainda passa por análise no âmbito do Poder Judiciário. A apuração policial também levanta suspeitas sobre a ocorrência de corrupção envolvendo funcionários públicos e o suposto financiamento de campanhas eleitorais durante o pleito municipal de 2024.

A Operação Vectura Corrupta e o setor de transportes

As autoridades policiais indicam que o esquema investigado utilizava o setor de transporte público como fachada e ferramenta para a expansão de atividades ilícitas. A investigação aponta que Milton Leite seria o verdadeiro controlador da Transwolff, empresa que operou linhas na capital paulista e teve o contrato rescindido pela administração municipal após o surgimento das suspeitas de vínculos com a facção. O ex-vereador está preso desde setembro, após se entregar em uma delegacia da região metropolitana.

O inquérito policial fundamentou o pedido de prisão baseando-se em menções ao nome do ex-parlamentar em áudios extraídos de aparelhos celulares apreendidos e em depoimentos prestados à corregedoria policial. Essas evidências conectam os investigados aos desdobramentos de apurações anteriores sobre o transporte coletivo urbano.

Defesas negam acusações e investigações continuam

A defesa do ex-vereador tem negado de maneira veemente qualquer tipo de relação com organizações criminosas ou com as empresas de ônibus citadas nas investigações. Outros nomes de empresários do setor de transportes também constam na lista de indiciados e manifestaram posicionamento público sobre o caso.

Representantes legais de suspeitos investigados reiteram confiança na inocência de seus clientes e afirmam que os esclarecimentos necessários já foram prestados às autoridades competentes. Enquanto isso, a polícia optou por formalizar a denúncia por esses crimes específicos, mantendo frentes de investigação abertas para apurar eventuais crimes de lavagem de dinheiro.

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