O Brasil vive uma expectativa crescente para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027, e o engajamento popular já demonstra números expressivos. Mais de 161 mil pessoas, oriundas de 183 países, submeteram suas candidaturas para integrar o programa de voluntariado do torneio. O volume de interessados representa um marco histórico, sendo mais que o dobro das 68 mil inscrições registradas na edição de 2023, realizada na Austrália e em Aotearoa, Nova Zelândia.
Engajamento global e perfil dos candidatos
A mobilização para o evento no Brasil ultrapassa fronteiras, embora o público interno seja o protagonista. Cerca de 83% dos inscritos são brasileiros, consolidando o interesse nacional pelo fortalecimento da modalidade. Entre os estrangeiros, destacam-se candidatos da Colômbia, México, Marrocos, Nigéria e Estados Unidos, evidenciando o alcance internacional da competição.
O perfil demográfico dos voluntários também aponta para uma diversidade significativa. As mulheres compõem a maioria, com 58% do total de interessados, seguidas por 39% de homens e 3% de pessoas que se identificam como não binárias ou de outros gêneros. Esse cenário reflete, segundo especialistas, uma mudança cultural e um interesse crescente pela equidade no esporte.
Impacto e legado do voluntariado
Patrícia Hespanha, diretora administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, destacou que o alto índice de adesão é um reflexo direto do entusiasmo em torno do torneio. Para a executiva, o papel desses colaboradores é indispensável para garantir uma experiência acolhedora e eficiente durante a realização dos jogos.
“Os voluntários desempenham um papel fundamental na organização dos grandes eventos esportivos, ajudando a criar uma experiência acolhedora, positiva e inesquecível para todos os envolvidos”, afirmou Hespanha. A expectativa é que o trabalho voluntário contribua para um legado duradouro, não apenas para o futebol feminino no país, mas para toda a América do Sul.
Processo de seleção e atuação operacional
Com um volume tão expressivo de interessados, a organização enfrenta o desafio de selecionar cerca de 6 mil pessoas para atuar nas oito cidades-sede. As metrópoles de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília lideram o ranking de inscrições, concentrando a maior parte da demanda. O processo de triagem e entrevistas ocorrerá nos próximos dois meses, filtrando os perfis mais adequados para as diversas frentes de trabalho.
Os selecionados atuarão em mais de 20 áreas distintas, que incluem desde suporte à imprensa e tecnologia até logística de transporte, gestão de competições e cerimônias oficiais. Ao todo, a operação contará com mais de 30 funções distribuídas estrategicamente em locais como aeroportos, centros de treinamento, hotéis e, claro, nos estádios que receberão as partidas.
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