O candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, participou de uma sabatina na noite desta sexta-feira (16) pela TV Globo. Durante o encontro, que durou pouco mais de 40 minutos, o senador abordou temas centrais da disputa eleitoral, negou a tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro de 2023 e comentou controvérsias envolvendo financiamentos de campanha e articulações políticas.
A entrevista foi marcada por questionamentos diretos sobre episódios políticos recentes, a condução da economia nacional e diretrizes de segurança pública. O candidato também detalhou sua visão sobre eventuais mudanças institucionais, caso seja eleito para o Palácio do Planalto, respondendo a questionamentos sobre propostas de reeleição e o papel de aliados políticos.
Posicionamento sobre os atos de oito de janeiro
Durante a sabatina, o candidato do PL afirmou que a invasão aos prédios públicos na Esplanada dos Ministérios não configurou uma tentativa de golpe de Estado. Ele classificou como farsa o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pela Justiça brasileira. Para o senador, o episódio foi instrumentalizado politicamente.
Milhares de pessoas participaram dos atos na capital federal, exigindo mudanças institucionais e a ascensão de Jair Bolsonaro ao poder. Na ocasião, prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal foram depredados. O candidato minimizou a gravidade dos eventos e defendeu que figuras ligadas ao seu grupo político sofrem perseguição sistemática.
Debate sobre a escala de trabalho e economia
Outro ponto de destaque foi a discussão em torno da jornada de trabalho. Após meses de posições contrárias ao fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro declarou apoio à medida, aprovada no Senado e promulgada na mesma semana. Ele argumentou que ouviu demandas de trabalhadores em diversas regiões do país antes de decidir seu voto favorável.
Na área econômica, o plano apresentado inclui a meta de reduzir a dívida da União em mais de R$ 200 bilhões por meio da comercialização de imóveis públicos ociosos. O candidato também mencionou expectativas de arrecadação com a exploração de petróleo na margem equatorial, embora projeções técnicas da Agência Brasil indiquem que a atividade não deve iniciar antes de 2033.
Propostas de segurança e combate ao crime
No setor de segurança pública, o candidato reiterou a intenção de classificar facções criminosas como organizações narcoterroristas. A medida, contudo, veio desacompanhada de detalhamento prático sobre os impactos operacionais na repressão ao crime organizado. Ele também defendeu alterações na legislação para flexibilizar o acesso da população a armas de fogo.
Questionado sobre relações com figuras políticas investigadas no Rio de Janeiro, o senador disse surpresa com ligações apontadas por autoridades e reforçou o direito à ampla defesa, ressaltando que eventuais culpados devem responder perante a Justiça. A entrevista também abordou recursos financeiros destinados a produções audiovisuais e o debate sobre queimadas na região amazônica.
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