Espanha avança à semifinal da Copa do Mundo e encerra jornada da Bélgica

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Espanha avança à semifinal da Copa do Mundo após vitória dramática sobre a Bélgica, com gol decisivo de Mikel Merino. Enfrentará a França.
© Reuters/GARY VASQUEZ/Proibida reprodução
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A busca por uma segunda estrela no escudo continua viva para a Espanha. Em um confronto eletrizante pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, a Fúria superou a Bélgica por 2 a 1 em Los Angeles, nos Estados Unidos, garantindo sua vaga nas semifinais. A vitória, conquistada com um gol decisivo nos minutos finais, frustrou o sonho da chamada “geração dourada” belga de alcançar a glória mundial.

Este triunfo coloca os ibéricos diante de um desafio ainda maior: a França. O embate que definirá o primeiro finalista do Mundial está marcado para a próxima terça-feira, dia 14 de julho, às 16h (horário de Brasília), em Dallas, também nos Estados Unidos. A expectativa é de um duelo de gigantes, dado o histórico recente de confrontos entre as duas seleções.

A Fúria Resurge em Campo Mundial

A classificação para a semifinal representa um marco significativo para a Espanha, que não alcançava esta fase da Copa do Mundo desde o seu título em 2010. Após quedas precoces na fase de grupos em 2014, e nas oitavas de final em 2018 e 2022, a equipe demonstra uma renovada força e determinação. O caminho até aqui foi marcado por performances consistentes e, em momentos cruciais, pela capacidade de decidir sob pressão.

A vitória sobre a Bélgica também teve um sabor de revanche para os espanhóis. Em 1986, no México, a Fúria foi eliminada pelos próprios belgas nas quartas de final, em uma disputa de pênaltis. Agora, quarenta anos depois, a história foi reescrita, e a Espanha estende sua invencibilidade contra os Diabos Vermelhos para 12 jogos, um feito notável que reforça a superioridade recente no histórico do confronto.

O Adeus da Geração Dourada Belga

Para a Bélgica, a derrota marca o fim de uma era. Considerada por muitos como sua “geração dourada”, jogadores como o goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin de Bruyne, o volante Axel Witsel e o atacante Romelu Lukaku eram os remanescentes de um grupo que brilhou intensamente em seus clubes europeus, mas que, ironicamente, não conseguiu traduzir esse sucesso em um título expressivo pela seleção nacional.

O auge dessa geração foi a semifinal da Copa de 2018, quando eliminaram o Brasil nas quartas, mas caíram para a França. Em 2021, na Liga das Nações, novamente chegaram entre os quatro primeiros, sendo eliminados pela mesma França. A despedida em Los Angeles, portanto, carrega um peso emocional considerável, simbolizando o encerramento de um ciclo de grandes expectativas e talentos inquestionáveis que, infelizmente, não culminou no tão sonhado troféu mundial.

Tática e Emoção em Los Angeles

O duelo tático em Los Angeles foi intenso desde o apito inicial. A Bélgica, sob o comando de Rudi Garcia, precisou lidar com desfalques importantes, como o volante Amadou Onana e o capitão Youri Tielemans, ambos por lesão. As entradas de Kevin de Bruyne e Hans Vanaken, além do retorno de Jeremy Doku ao ataque, buscavam dar mais criatividade e poder ofensivo à equipe.

Do lado espanhol, o técnico Luis de la Fuente promoveu apenas uma alteração, com Fabian Ruiz reassumindo a vaga de Pedri no meio-campo. E foi justamente Ruiz quem abriu o placar aos 29 minutos, aproveitando um rebote após finalização de Dani Olmo. A Espanha parecia ter o controle, com Lamine Yamal criando muitas dificuldades para a defesa belga. No entanto, a Bélgica foi letal em sua única chance clara no primeiro tempo: aos 39 minutos, Charles De Ketelaere empatou de cabeça, quebrando a invencibilidade de Unai Simon, que durava 648 minutos em Copas.

Merino, O Talismã da Semifinal

O segundo tempo manteve a intensidade, com a Espanha buscando o gol da vitória e a Bélgica apostando nos contra-ataques, especialmente com a entrada de Romelu Lukaku. As substituições foram cruciais: Nico Williams entrou para dar mais velocidade à Espanha, enquanto a Bélgica viu seu goleiro titular, Thibaut Courtois, sair lesionado aos 26 minutos da segunda etapa, dando lugar ao jovem Senne Lammens, de apenas 24 anos e em seu terceiro jogo pela seleção.

O destino, porém, reservava um desfecho dramático. Aos 42 minutos do segundo tempo, em uma jogada que começou com um chute de Pau Cubarsi da intermediária, o goleiro Lammens defendeu parcialmente. O rebote sobrou limpo para Mikel Merino, que havia entrado em campo apenas dois minutos antes, no lugar de Dani Olmo. O meia não perdoou e mandou a bola para as redes, garantindo a classificação espanhola. Nos acréscimos, a Bélgica ainda teve uma última e clara chance com Lukaku, mas a defesa espanhola conseguiu intervir, selando a vitória da Fúria.

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