Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,22 em dia de tensão global e alta do petróleo

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Dólar sobe para R$ 5,22 com tensões no Oriente Médio e alta do petróleo. Ibovespa avança impulsionado por ações da Petrobras.
Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,22 em dia de tensão global e alta do petróleo
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O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela ao cenário internacional nesta quinta-feira (1º). O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,97%, cotado a R$ 5,224, impulsionado por um movimento global de aversão ao risco. A busca pela moeda norte-americana como ativo de segurança foi intensificada pelas crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela disparada nos preços das commodities energéticas.

Impactos da instabilidade global no câmbio

A valorização da divisa dos Estados Unidos não foi um fenômeno isolado no Brasil. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,58%, atingindo 102,040 pontos. Esse fortalecimento reflete a preocupação de investidores globais com os desdobramentos de conflitos regionais, que elevam a incerteza sobre o crescimento econômico mundial e pressionam a inflação.

No Brasil, a cotação da moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,169, registrada logo no início da manhã, e a máxima de R$ 5,240, observada durante a tarde. Apesar da alta diária, é importante notar que, no acumulado do ano, o dólar ainda registra uma queda de 4,83%, mantendo um comportamento volátil diante dos indicadores macroeconômicos internos e externos.

Ibovespa e a influência da Petrobras

Mesmo diante do cenário de cautela, a Bolsa de Valores brasileira, a B3, conseguiu encerrar o pregão no campo positivo. O Ibovespa avançou 0,46%, alcançando 187.197,46 pontos. O desempenho foi sustentado, em grande medida, pela valorização das ações da Petrobras, que acompanharam a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional.

O volume financeiro movimentado na sessão atingiu R$ 26 bilhões. O mercado acionário brasileiro segue atento não apenas aos fatores externos, mas também à proximidade do primeiro turno das eleições, um evento que costuma trazer maior volatilidade aos ativos locais devido às incertezas sobre a condução da política econômica no próximo ciclo.

Petróleo em foco sob tensão geopolítica

O mercado de energia foi o grande protagonista do dia. O barril do tipo Brent, referência internacional, saltou 4,37%, fechando a US$ 102,31. Já o petróleo WTI, negociado no Texas, registrou alta de 2,71%, cotado a US$ 92,87. A pressão compradora foi alimentada por notícias sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e o agravamento das tensões envolvendo o Irã.

Além da questão bélica, o mercado monitora restrições de oferta. A China suspendeu exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau, enquanto a União Europeia avalia a liberação de estoques estratégicos de diesel. Essas movimentações reforçam o temor de desabastecimento, mantendo os preços sob pressão e influenciando as expectativas de inflação global.

O Fato Paulista segue acompanhando de perto os desdobramentos da economia nacional e internacional, trazendo análises fundamentadas sobre como o cenário político e geopolítico impacta o seu bolso. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e profundidade sobre os temas que movem o Brasil e o mundo.

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