O Cruzeiro Esporte Clube intensificou, nos últimos dias, as movimentações nos bastidores para definir o futuro do atacante Chico da Costa. Com a janela de transferências do futebol brasileiro caminhando para o encerramento nesta sexta-feira, 11 de setembro, a diretoria celeste, sob a gestão de Pedrinho BH, tenta encontrar uma nova equipe para o jogador, que perdeu espaço no elenco principal.
A busca por um novo destino para o atleta reflete a necessidade do clube em ajustar o plantel e otimizar a folha salarial. Recentemente, o nome do atacante foi oferecido ao Criciúma, mas a investida não prosperou. O clube catarinense, que atualmente ocupa a quarta posição na Série B, optou por não avançar nas tratativas, priorizando a manutenção da estabilidade do grupo que disputa o acesso.
Dificuldades no mercado e o prazo final para transferências
O cenário para a saída de Chico da Costa é desafiador devido ao curto intervalo de tempo disponível. Com o mercado fechando nesta sexta-feira, o Cruzeiro enfrenta uma corrida contra o relógio para viabilizar uma negociação. A falta de interesse imediato de outros clubes, somada à escassez de espaço no mercado nacional, coloca a gestão em uma posição de cautela para evitar que o jogador permaneça no clube sem perspectivas de utilização.
A trajetória de Chico no clube mineiro tem sido marcada por números abaixo do esperado. Desde sua chegada no início de 2026, após passagem pelo Mirassol, o atacante acumulou apenas 14 partidas pelo Campeonato Brasileiro, sem balançar as redes. A última vez que o atleta entrou em campo oficialmente, conforme registros da CBF, foi em 31 de maio, no empate por 1 a 1 contra o Fluminense, no Mineirão.
Antecedentes e a tentativa frustrada com o Sport
Esta não é a primeira vez que o Cruzeiro tenta negociar o atacante nesta temporada. Anteriormente, o clube chegou a um acordo com o Sport para o empréstimo de Chico da Costa, em uma operação que envolvia a chegada do volante Zé Lucas ao time mineiro. O negócio previa a ida de Chico e de Murilo Rhikman para o Recife até o final de 2026.
Embora o Sport tenha confirmado os termos da transação, o desfecho foi diferente do planejado. Chico da Costa comunicou à diretoria celeste que não desejava defender a equipe pernambucana e não se apresentou ao clube. Enquanto Murilo Rhikman seguiu para o Sport, a transferência de Chico foi cancelada, mantendo o jogador em Belo Horizonte e gerando um novo desafio logístico e esportivo para a cúpula cruzeirense.
Investimento e expectativas não atingidas
A contratação de Chico da Costa, realizada com o aval do então técnico Tite, representou um investimento significativo. O Cruzeiro adquiriu 50% dos direitos econômicos do atacante por aproximadamente US$ 1 milhão, com um contrato vigente até o final de 2027. O desempenho, contudo, não acompanhou o aporte financeiro, com o jogador registrando apenas uma assistência em todo o período no Brasileirão.
A situação do atleta ilustra as complexidades da gestão de elenco em grandes clubes, onde a necessidade de renovação e a performance em campo ditam as decisões de mercado. O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos desta reta final de janela de transferências e os próximos passos do Cruzeiro na temporada. Continue conosco para se manter informado sobre as movimentações do mercado da bola e os bastidores do esporte com credibilidade e análise.




