Conscientização ambiental começa em casa

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“Os jovens são o futuro da nação.” Este antigo ditado popular é utilizado em diversas ocasiões nos universos acadêmico e profissional, e até mesmo na política.
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Trata-se, sem dúvida, de uma verdade inquestionável, pois as crianças e adolescentes de hoje ocuparão, amanhã, posições de decisão em diversas áreas, que poderão significar mudanças importantes.

Para tanto, é óbvio que os jovens precisam ser bem orientados. Quando falamos em preservação e cuidado com o meio ambiente, contudo, a impressão que se tem é de que as orientações nesse tema específico ainda são tímidas. Essa avaliação é reforçada pelo fato de que vivemos em uma sociedade em que informações de todos os tipos estão permanentemente disponíveis, mas, infelizmente, o cuidado com o meio ambiente não é um assunto que desperta muita atenção.

Nesse sentido, os adultos engajados e com maior conscientização ambiental têm um papel importante a cumprir, que é estimular os jovens a olhar para um aspecto do dia a dia que tem influência direta sobre o meio ambiente – a geração de resíduos.

 

DESPERDÍCIO

 

Muitas pessoas se lembram de que, durante o almoço ou jantar, os pais ou avôs criticavam quem estava à mesa e deixava comida no prato. Geralmente, a advertência tinha como pano de fundo a falta de alimentos em muitos países, com populações inteiras passando fome. Mas o alerta também era motivado porque era e ainda é comum encontrar pessoas em situação de rua sem ter o que comer.

É inegável que jogar comida no lixo é um absurdo, pois as pessoas que fazem isso estão literalmente rasgando dinheiro, ou seja, o descarte de alimentos é prejudicial à economia doméstica. Adultos que orientam os jovens sobre essa questão contribuem de forma efetiva para formar cidadãos melhores, mais conscientes e menos inclinados a desperdiçar.

A mesma lógica – de evitar desperdícios – vale quando são realizadas compras em supermercados, e as dicas podem ser incrementadas com estímulo a uma alimentação mais saudável, com menos produtos industrializados. Vale lembrar que alguns alimentos encontrados em supermercados às vezes têm mais embalagem do que conteúdo. Uma bandeja coberta por um filme plástico dentro de uma caixa de papelão, com tudo isso indo parar no saco de lixo. E aqui é fundamental que os pais orientem os filhos para separar os resíduos dentro de casa, para encaminhar à coleta seletiva.

Da mesma forma que é importante estar atento às melhores escolhas na hora de comprar alimentos, é essencial refletir para tomar decisões em outros setores. Com o avanço da tecnologia, os jovens têm cada vez mais dispositivos eletrônicos, mas sempre vale a pena, principalmente com as crianças, incorporar à rotina brinquedos educativos, quebra-cabeças físicos, bonecas e peças de encaixar/montar. Além de estimular a criatividade dos pequenos, essa prática tem o benefício de reduzir o volume de lixo eletrônico.

Outra sugestão é orientar as crianças a recusarem brindes de descarte imediato, doar brinquedos, livros, roupas e outros objetos que já não são mais utilizados. Mas é importante ressaltar que devem ser doados apenas objetos em bom estado e com condições de uso, ou seja, nada de doar roupa rasgada ou móveis quebrados.

 

EXEMPLO EM CASA

 

Além de conversar no dia a dia, uma forma de incutir bons hábitos entre crianças e adolescentes e dar exemplos práticos, envolvendo-os em tarefas domésticas como levar os sacos de lixo para a calçada ou na área do prédio destinada para o seu descarte. Outro toque é pedir para eles confirmarem o dia e horário que o caminhão da coleta seletiva passa em seu endereço. Se você mora nas zonas sul e leste, área atendida pela Ecourbis Ambiental, é só acessar o site da concessionária – www.ecourbis.com.br –, buscar a ferramenta “Horário de Coleta” e digitar o CEP ou endereço completo, com o número.

Para engajar os jovens em torno da coleta seletiva, uma dica é pedir ajuda a eles para separar os resíduos, algo que é simples. Basta colocar em um saco as embalagens e demais produtos recicláveis, como metal (latinhas de alumínio e ferro), plástico (potes, saquinhos diversos, garrafas pet), papel limpo e seco (folhas, caixas, cadernos etc.) e vidro (potes e garrafas). Roupas, lâmpadas, pilhas e remédios não devem ser misturados aos recicláveis.

Outra ideia, ainda em relação à coleta seletiva, e informar que itens de vidro podem ser levados para Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), como os contêineres amarelos específicos para esse material, que estão espalhados por toda a cidade.

Para o lixo comum, a divisão de tarefas familiar pode prever a remoção de saquinhos da pia e do banheiro, ensinando a importância de amarrar bem o saco de lixo que será depositado na calçada e a atenção ao horário da passagem do caminhão.

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