O legado cinematográfico da rainha do rock
O Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição vinculada à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, promove neste sábado (18) uma imersão na intimidade cultural de uma das maiores vozes da história da música. A Mostra Janis e o Cinema, que acompanha a exposição em cartaz dedicada à artista, apresenta três longas-metragens que foram fundamentais na formação estética e pessoal de Janis Joplin.
A curadoria do evento não foi aleatória. Os filmes selecionados foram identificados através de cartas, entrevistas e relatos de amigos e familiares da cantora, que eternizaram a artista como um dos maiores ícones da contracultura dos anos 1960. Ao explorar essas obras, o público tem a chance de compreender os sentimentos de liberdade, vulnerabilidade e inconformismo que marcaram a trajetória da estrela.
Seleção de filmes e conexões pessoais
A programação começa às 15h com Férias de amor (1955), dirigido por Joshua Logan. Considerado o filme favorito da juventude de Janis, a obra narra a história de um viajante errante que se apaixona pela namorada de um colega de faculdade, em uma trama que reflete os dilemas sociais da época.
Às 17h, o público poderá conferir Petúlia, um demônio de mulher (1968), de Richard Lester. O longa possui uma conexão direta com a vida de Janis em Los Angeles, servindo de inspiração estética para a própria cantora. Além disso, a banda Big Brother and the Holding Company faz uma aparição especial na produção, interpretando a canção Road Block.
Encerrando a mostra, às 19h, será exibido Orfeu negro (1959), de Marcel Camus. A obra, que é uma coprodução entre Brasil, Itália e França, foi a principal responsável por despertar o interesse de Janis pela cultura brasileira e pelo carnaval de rua. O filme, que venceu a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, transporta o mito grego de Orfeu e Eurídice para o cenário vibrante do Rio de Janeiro.
Serviço e acesso à cultura
As exibições ocorrem no Auditório MIS e possuem classificação indicativa de 14 anos. Os ingressos são acessíveis, custando R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada), reforçando o compromisso da instituição em democratizar o acesso a conteúdos históricos e artísticos de relevância internacional. Para mais detalhes sobre a exposição em cartaz e outras atividades, o público pode consultar o site oficial do MIS.
O Fato Paulista segue acompanhando os principais eventos culturais e as movimentações artísticas que enriquecem a agenda de São Paulo. Continue conosco para se manter informado com reportagens pautadas pela qualidade e pelo compromisso com a notícia.
