Temporal na Grande São Paulo causa oito mortes e deixa rastro de destruição e desabamentos

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Fortes chuvas na Grande São Paulo deixam oito mortos. Desabamento de prédio irregular na Penha e enchentes no estado são investigados.
Temporal na Grande São Paulo causa oito mortes e deixa rastro de destruição e desabamentos
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Tragédia na Penha e o colapso de uma estrutura irregular

A força das chuvas que castigaram o estado de São Paulo entre quinta-feira e sábado resultou em um cenário de luto e destruição. O episódio mais crítico ocorreu na madrugada de sábado, na Rua Tequeci, bairro da Penha, zona leste da capital paulista. Um prédio em construção, que já possuía histórico de embargos, desabou sobre residências vizinhas, vitimando fatalmente seis pessoas, incluindo uma criança e uma gestante. Equipes de resgate trabalharam intensamente no local e confirmaram que, apesar da gravidade, um homem e uma criança foram resgatados com vida.

A edificação, projetada para ter 12 andares, estava sob o radar das autoridades desde 2021. A Prefeitura de São Paulo informou que o local enfrentava ações judiciais para demolição e multas que somavam R$ 119 mil. Embora um novo projeto tenha sido aprovado em 2022, uma fiscalização realizada em fevereiro de 2024 atestou, erroneamente, que a demolição da estrutura antiga havia ocorrido. O caso está sob investigação da Controladoria Geral do Município, que afastou preventivamente a servidora responsável pelo laudo. A Polícia Civil já efetuou a prisão de um dos sócios da construtora New Home, enquanto busca outros dois representantes da empresa.

Impactos em Jandira e na região metropolitana

A instabilidade climática não se restringiu à capital. Na cidade de Jandira, a força das águas arrastou três pessoas durante uma enxurrada na noite de sexta-feira. Até a manhã deste domingo, o Corpo de Bombeiros havia localizado o corpo de uma mulher e o de um homem, enquanto as buscas pelo terceiro desaparecido continuam, concentradas nas proximidades de um piscinão em Carapicuíba.

O cenário de vulnerabilidade se repetiu em diversos municípios vizinhos. Em Vargem Grande Paulista, deslizamentos de terra e o deslocamento de rochas danificaram estruturas residenciais. Cidades como Cotia, Osasco, Mogi das Cruzes e Itapecerica da Serra também registraram ocorrências graves, incluindo quedas de árvores e alagamentos que paralisaram o cotidiano dos moradores e exigiram intervenções rápidas da Defesa Civil.

Monitoramento e alerta em todo o estado

O monitoramento hidrológico aponta para um estado de atenção contínua. No Vale do Ribeira, a elevação do Rio Ribeira de Iguape em cerca de 9 metros forçou a retirada de 173 pessoas de suas casas em Eldorado. Em Sete Barras, o transbordamento do mesmo curso d’água atingiu 50 moradias, isolando áreas rurais. A situação em Itu também é preocupante, com o registro de deslizamentos e quedas de muros de arrimo sobre casas.

Dados da agência SP Águas indicam que, embora os rios Tietê e Pinheiros apresentem tendência de estabilidade, diversos pontos de monitoramento ainda operam em estado de extravasamento ou emergência. A Defesa Civil estadual reforça a necessidade de cautela, orientando a população a evitar áreas de risco e margens de rios. Com previsão de chuvas volumosas para o litoral até a próxima segunda-feira, o estado permanece em alerta máximo.

O Fato Paulista segue acompanhando o desdobramento das investigações sobre o desabamento na Penha e a situação das famílias atingidas pelas enchentes. Para se manter informado com apurações precisas e o contexto completo dos fatos que impactam o seu dia a dia, continue acompanhando nosso portal. Nosso compromisso é levar até você a notícia com a seriedade e a profundidade que o jornalismo de qualidade exige.

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