Expansão da rede de proteção ao autismo em São Paulo
O Governo de São Paulo tem intensificado suas ações voltadas ao suporte de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares. O Centro TEA Paulista, que se consolidou como um pilar estratégico desde sua inauguração em junho de 2025, atingiu a marca de 8 mil atendimentos. Em entrevista ao videocast SP POD, o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, detalhou como a estrutura, localizada na Vila Leopoldina, na capital, está sendo replicada para o interior, com a recente abertura de uma unidade em Bauru.
A iniciativa busca descentralizar o acesso a serviços especializados, oferecendo suporte multidisciplinar e orientação técnica. O secretário enfatizou que o projeto não se limita ao atendimento clínico direto, mas atua como um hub de inteligência para o desenvolvimento de políticas públicas em nível municipal, capacitando gestores e integrando a rede de proteção social em diversas regiões paulistas.
Quatro pilares de atuação estratégica
A estrutura do Centro TEA Paulista foi desenhada sob quatro eixos fundamentais que norteiam sua operação diária. Segundo Marcos da Costa, a estratégia engloba o acolhimento humanizado, o fomento à pesquisa, o suporte técnico às prefeituras e a qualificação profissional. Esse modelo visa garantir que, desde o momento do diagnóstico, as famílias recebam o suporte necessário para navegar pelo sistema de saúde e assistência social.
O equipamento funciona em regime de 24 horas, garantindo que o teleatendimento noturno e o suporte aos fins de semana e feriados estejam disponíveis para situações de urgência ou dúvidas recorrentes. Além disso, o espaço abriga o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência, que oferece suporte jurídico e social, consolidando-se como um ponto de referência para a garantia de direitos fundamentais.
Acolhimento como base para o suporte familiar
A experiência pessoal do secretário, que é pai de uma pessoa autista, traz uma camada de sensibilidade e urgência ao debate sobre o acolhimento. Durante a conversa, ele destacou que a angústia inicial das famílias após o diagnóstico é um dos principais desafios a serem superados. O centro atua, portanto, como um porto seguro, oferecendo salas de escuta e grupos de convivência que permitem a troca de experiências entre cuidadores e mães atípicas.
O objetivo é transformar a busca por informações, muitas vezes dispersas e imprecisas, em um processo orientado por especialistas. Ao promover esse ambiente de escuta, o governo estadual busca reduzir o isolamento social que frequentemente acompanha as famílias que lidam com o espectro autista, oferecendo um suporte que vai além da terapia clínica.
Capacitação profissional e o futuro da inclusão
Um dos pontos mais críticos abordados pelo secretário foi a lacuna na formação acadêmica tradicional em relação ao atendimento de pessoas com deficiência. Para suprir essa demanda, a Secretaria estabeleceu parcerias com instituições de ensino superior de peso, como USP, Unesp, Unicamp e Univesp, para a criação de disciplinas específicas sobre o tema.
Até o momento, cerca de 20 mil estudantes já passaram por essa formação, focada principalmente em alunos do último semestre de graduação. A estratégia visa inserir no mercado de trabalho profissionais preparados, desprovidos de preconceitos e aptos a oferecer um atendimento técnico e empático. Essa iniciativa de longo prazo é vista pelo governo como a chave para uma mudança estrutural na forma como a sociedade e os serviços públicos interagem com a população autista.
Para acompanhar mais detalhes sobre as políticas de inclusão e o cronograma de expansão do Centro TEA Paulista, continue acompanhando o Fato Paulista. Nosso portal mantém o compromisso de levar até você informações relevantes, atualizadas e fundamentais para o acompanhamento das ações que impactam diretamente a sociedade paulista.




