ANS proíbe Hapvida de reajustar ou cancelar contratos após suspeita de seleção de risco

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ANS suspende preventivamente reajustes e cancelamentos de contratos da Hapvida após indícios de seleção de risco em quase um milhão de planos.
ANS proíbe Hapvida de reajustar ou cancelar contratos após suspeita de seleção de risco
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Medida cautelar protege beneficiários da Hapvida

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, nesta quinta-feira (20), a suspensão preventiva de reajustes e rescisões contratuais anunciados pela operadora Hapvida Assistência Médica S.A.. A decisão, tomada em caráter cautelar, visa frear impactos imediatos sobre milhares de usuários que seriam afetados por mudanças unilaterais nas condições de seus planos de saúde.

O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da agência, Wadih Damous. A intervenção ocorre após a operadora sinalizar a aplicação de reajustes na casa dos dois dígitos e o cancelamento unilateral de aproximadamente 12% de sua carteira total de clientes, o que representaria cerca de 950 mil contratos impactados em todo o território nacional.

Investigação sobre possível seleção de risco

A principal preocupação da reguladora reside na natureza das medidas propostas pela operadora. Segundo Damous, a movimentação da empresa apresenta indícios de seleção de risco, prática vedada pelas normas vigentes da saúde suplementar no Brasil. A seleção de risco ocorre quando operadoras buscam excluir perfis de beneficiários que demandam maior custo assistencial, comprometendo o acesso à saúde.

“Em vista do grande número de contratos e de vidas envolvidas, essa medida tem uma aparência muito forte de seleção de risco, o que é proibido e que será apurado pela ANS. Assinamos uma medida cautelar para frear qualquer medida de rescisão ou reajuste até que os esclarecimentos sejam prestados”, afirmou o diretor-presidente.

Próximos passos e diálogo com a operadora

A ANS notificou formalmente a Hapvida para que apresente esclarecimentos detalhados sobre a estratégia de cancelamentos e reajustes. A agência planeja realizar reuniões com representantes da empresa para confrontar as justificativas apresentadas com as diretrizes regulatórias do setor. A medida cautelar foi adotada de ofício, sem aguardar a conclusão integral do processo administrativo, garantindo que os usuários não sejam prejudicados durante o período de análise.

O caso reforça o papel da agência como mediadora e fiscalizadora das relações entre operadoras e consumidores. A expectativa é que, após a análise técnica dos dados, a ANS determine se as ações da operadora ferem o direito dos beneficiários ou se possuem fundamento contratual e financeiro. Para mais informações sobre este e outros temas que impactam o seu cotidiano, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de confiança para notícias relevantes e apuradas com rigor.

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