Aena assume Galeão e projeta expansão de voos internacionais no Rio

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Aena assume o Galeão com plano de ampliar voos internacionais e investir R$ 1 bilhão em infraestrutura para retomar o protagonismo do aeroporto.
Aena assume Galeão e projeta expansão de voos internacionais no Rio
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A concessionária espanhola Aena iniciou oficialmente sua gestão no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão), assumindo o compromisso de revitalizar a conectividade aérea da capital fluminense. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (13), a empresa detalhou um plano estratégico focado no aumento da frequência de voos e na ampliação de destinos internacionais, buscando reposicionar o terminal como um dos principais hubs de entrada de turistas no Brasil.

Plano de expansão e novas rotas internacionais

A estratégia da Aena para o Galeão é agressiva e visa atender à demanda reprimida por conexões globais. Até janeiro de 2027, a concessionária planeja adicionar mais de 50 frequências semanais para nove destinos que já possuem operação, incluindo cidades como Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa e Santiago. Além disso, o cronograma prevê a abertura ou retomada de voos para outros nove destinos estrangeiros, como Nova York, Toronto, Dallas e Lima, fortalecendo a malha aérea do aeroporto.

O otimismo da gestão reflete o crescimento do fluxo de passageiros. Após encerrar 2025 com 17,5 milhões de viajantes, a projeção é que o Galeão alcance a marca de 19 milhões até o final deste ano. Embora a capacidade instalada do terminal seja de 37 milhões de passageiros anuais, a reabertura do Terminal 1 — fechado há uma década — permanece como uma possibilidade condicionada ao aumento real da demanda e do volume de tráfego aéreo.

Investimentos em infraestrutura e logística

Para sustentar esse crescimento, a Aena está coordenando um pacote de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, a ser executado por parceiros nos próximos três anos. O projeto inclui a construção de um hotel com pelo menos 232 quartos, posicionado estrategicamente entre os dois terminais, além de um novo galpão logístico na área industrial e um hangar de manutenção dedicado à companhia aérea Gol.

Internamente, a concessionária planeja reformas estruturais focadas na experiência do passageiro, com melhorias em elevadores e sistemas de esteiras de bagagens. O objetivo é modernizar as instalações para que o aeroporto acompanhe a expectativa de um fluxo crescente de turistas, reforçando a vocação do Rio de Janeiro como destino global, conforme destacado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Equilíbrio entre Galeão e Santos Dumont

Um dos pontos centrais da transição é a relação entre o Galeão e o Aeroporto Santos Dumont. Para proteger a operação do Galeão, o governo federal impôs restrições de movimentação no terminal central, limitando-o a 6,5 milhões de passageiros anuais. O ministro reafirmou que o cronograma de flexibilização dessas restrições, que deve culminar na liberação total em 2029, permanece inalterado.

Contudo, o governo deixou claro que qualquer alteração nesse cronograma que prejudique a atratividade do Galeão resultará em reequilíbrio contratual. “Qualquer restrição menor do que essa, alterando esses números, há já previsto também no acordo o reequilíbrio contratual em desfavor da atual concessionária”, pontuou o ministro. A medida visa garantir que o Galeão receba o fluxo necessário para tornar a concessão, válida até 2039, economicamente sustentável.

O Fato Paulista segue acompanhando de perto os desdobramentos desta nova fase da aviação civil no Rio de Janeiro. Continue conosco para se manter informado sobre os impactos econômicos e logísticos que moldam o desenvolvimento do país, com a credibilidade e a profundidade que você exige.

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