Queda de helicóptero mobiliza equipes de resgate no Rio de Janeiro
Em uma edição do Jornal Nacional marcada pela comoção, a jornalista Ana Paula Araújo, que substituiu Renata Vasconcellos na bancada, levou ao público os detalhes de um grave acidente aéreo ocorrido no Rio de Janeiro. A notícia, que gerou repercussão imediata em todo o país, confirmou a morte de quatro pessoas após a queda de um helicóptero em uma área de mata fechada na zona sul da capital fluminense.
O acidente ocorreu por volta das 11h, em uma região de difícil acesso situada a aproximadamente 500 metros da Vista Chinesa. A aeronave, um modelo Robinson R44 de prefixo PP-MFS, realizava um voo panorâmico quando colidiu com o solo, mobilizando uma força-tarefa composta por cerca de 40 bombeiros de quatro quartéis diferentes para o resgate das vítimas.
Vítimas e o impacto na família das turistas colombianas
A tragédia atingiu uma família colombiana que visitava o Brasil pela primeira vez. Entre as vítimas fatais estavam a avó, Rocio Cubillos, de 59 anos, sua filha Wendy Manrique, de 37, e a neta Sofia Murillo, de 17. O grupo havia contratado o passeio após visualizar a oferta do serviço em redes sociais, com o objetivo de contemplar o Cristo Redentor de uma perspectiva aérea.
O clima de celebração foi interrompido abruptamente. O passeio fazia parte das comemorações dos 15 anos da jovem Laura, que aguardava no aeroporto a chegada dos parentes para o voo, que teria duração prevista de 20 minutos. Victor, familiar que acompanhava o grupo, descreveu a dor da perda ao relatar que os dias anteriores ao acidente haviam sido marcados por muita felicidade e união familiar.
Operação de resgate e início das investigações
O trabalho de recuperação dos corpos foi descrito pelas autoridades como complexo, devido ao terreno íngreme e à densa vegetação local. As equipes de salvamento precisaram abrir trilhas e utilizar técnicas de rapel para acessar o ponto exato da queda. Além das três turistas, o piloto Alessandro Rocha, profissional experiente e também instrutor de voo, não resistiu aos ferimentos.
A empresa responsável pela aeronave, a Voos Rio Panorâmico, possuía, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, toda a documentação e certificados de aeronavegabilidade em dia para a realização de passeios turísticos. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) assumiu o caso para determinar as causas da queda. Um elemento crucial para o desfecho das investigações é uma câmera que registrava a cabine da aeronave, que foi localizada e entregue às autoridades competentes.
O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos desta investigação e os próximos passos das autoridades aeronáuticas. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos que impactam o Brasil e o mundo, sempre com a seriedade e o compromisso jornalístico que você já conhece.




