Abastecimento de água na Baixada: Mambu-branco reforça segurança hídrica

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Novos reservatórios do sistema Mambu-Branco em Itanhaém ampliam a segurança e o abastecimento de água para 1,2 milhão na Baixada Santista.
Branco terá quatro reservatórios de água. Foto: Paulo Guereta/Governo de São Paulo
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A Baixada Santista, região de intensa atividade turística e crescimento populacional, recebeu um significativo reforço em sua infraestrutura de saneamento. O Governo de São Paulo, por meio da Sabesp, entregou dois novos reservatórios de água tratada em Itanhaém, marcando uma etapa crucial do sistema Mambu-Branco. Este projeto, que representa um investimento de R$ 84,6 milhões, visa ampliar a segurança hídrica da região, beneficiando diretamente cerca de 1,2 milhão de moradores em cinco cidades, incluindo Praia Grande, São Vicente e Peruíbe.

A iniciativa é parte de um esforço contínuo para garantir que o fornecimento de água potável atenda à demanda crescente, especialmente em períodos de alta temporada, quando a população flutuante da Baixada Santista pode triplicar. A capacidade inicial de 20 milhões de litros dos reservatórios entregues já representa um avanço substancial, com planos para dobrar esse volume, alcançando 40 milhões de litros, o equivalente a 16 piscinas olímpicas.

Avanço na Infraestrutura Hídrica da Baixada Santista

O centro de reservação Mambu-Branco desempenha um papel estratégico fundamental. Ele funciona como um estoque vital de água tratada, essencial para mitigar os desafios impostos pelos picos de consumo, como os registrados durante o verão. Além de suprir a demanda sazonal, essa reserva estratégica é crucial para dar suporte à operação em caso de interrupções na produção ou na distribuição de água, garantindo maior estabilidade e confiabilidade ao sistema de abastecimento de água.

Após ser processada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Mambu-Branco, a água é direcionada para esses grandes reservatórios. Dali, ela é distribuída para outros centros de reservação e para as redes de distribuição que servem a Baixada Santista. Essa logística otimizada permite uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos, assegurando que a população tenha acesso contínuo e de qualidade ao recurso.

Engenharia e Planejamento para a Segurança do Abastecimento

A construção dos reservatórios exigiu soluções de engenharia robustas e adaptadas às condições locais. Cada uma das estruturas possui 56 metros de diâmetro e 5 metros de altura, com capacidade útil para 10 mil metros cúbicos de água tratada, o que equivale a quatro piscinas olímpicas individuais. Para sustentar essas imponentes construções, foram empregadas fundações profundas, utilizando estacas de concreto pré-moldado que atingem uma profundidade média de 40 metros.

Essas soluções técnicas foram indispensáveis devido às características do solo e à localização do empreendimento, situado em uma área mais afastada dos centros urbanos. A complexidade da obra reflete o compromisso com a durabilidade e a segurança da infraestrutura, elementos essenciais para um sistema de segurança hídrica de longo prazo. É importante ressaltar que, nos últimos anos, a Sabesp já havia implementado melhorias estruturais significativas na região, incluindo a ampliação da captação, modernização da estação de tratamento, e a instalação de novas adutoras e estações de bombeamento, preparando o terreno para projetos como o Mambu-Branco.

Visão de Futuro: Expansão e Investimentos Estratégicos

A entrega dos primeiros reservatórios do sistema Mambu-Branco é apenas o começo. As próximas fases do projeto preveem novas entregas parciais para agosto e outubro de 2026, culminando na capacidade total de 40 milhões de litros. Este centro de reservação é um pilar do planejamento estratégico da Sabesp para a Baixada Santista, que inclui a construção de 23 novos reservatórios até 2029, adicionando um total de mais 130 milhões de litros à capacidade de armazenamento da região.

O período até 2029 também prevê um investimento massivo de R$ 8 bilhões em melhorias no fornecimento de água e nos sistemas de coleta e tratamento de esgoto na Baixada Santista. Essas obras são parte de um pacote de investimentos acelerado após a desestatização da companhia, realizada pelo Governo de São Paulo em 2024. Este movimento estratégico visa não apenas expandir a infraestrutura, mas também modernizá-la, garantindo que a região esteja preparada para os desafios hídricos do futuro e para o crescimento sustentável de suas cidades. Acesse a fonte para mais detalhes sobre o projeto Mambu-Branco.

Com o novo centro de reservação, o sistema Mambu-Branco ganha uma capacidade robusta para gerenciar as variações de demanda e fortalecer o abastecimento em uma região que experimenta um aumento populacional expressivo em períodos de alta temporada. A ampliação da reservação é uma medida essencial para reduzir riscos operacionais, assegurar a previsibilidade no fornecimento de água e, em última instância, elevar a qualidade de vida dos moradores e visitantes da Baixada Santista. O Fato Paulista continuará acompanhando de perto os desdobramentos e impactos dessas importantes obras para a infraestrutura do estado. Mantenha-se informado com a gente, que traz a você as notícias mais relevantes, atuais e contextualizadas.

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