A euforia tomou conta de muitos que moravam e trabalhavam no bairro, afinal se falava no chamado legado que a Copa do Mundo deixaria, mas que na verdade inflacionou os valores de alugueis e dos imóveis. Muitos comerciantes preferiram mudar para outros bairros, devido a alta dos alugueis comerciais que se instalou.
O hexa não veio e o legado também não chegou. Quatro anos depois, em 2018 este Fato Paulista estampou manchete chamando para a reflexão a questão da série de melhorias anunciadas que não haviam acontecido. O legado não passou de retórica e discursos.
2022, nova Copa do Mundo, 8 anos depois e mais uma vez o questionamento surge a baila: ‘as melhorias chegaram ou não?”.
O que se vê a ‘olho nu’ é um boom imobiliário jamais visto no bairro, muito além daquele surgido na década de 90 com diversos condomínios residenciais, época em que os casarões deram lugar a torres de apartamentos com dezenas de unidades.

Hoje a expansão imobiliária é pulverizada por todo o bairro, que ficou em sexto lugar na lista de distritos com o maior número de lançamentos residenciais em 2022, que registrou a criação de 2.065 novas unidades até setembro.
Entre as promessas do ‘legado da Copa 2014’ algumas se concretizaram anos depois como a Fatec (Faculdade de Tecnologia) e a Etec (Escola Técnica), além da UPA Dr. Sócrates, sendo as três unidades a poucos metros da Arena Corinthians. Também prometida para a região, a unidade do Sesi deve ficar pronta somente em 2024.
O sistema viário também se tornou uma agradável realidade facilitando o acesso ao bairro por diversas alternativas. Mas se a infraestrutura melhorou e o acesso também, os preços dos alugueis residências inflacionaram.

Se em muitos fatores o entorno do estádio melhorou com maior fluxo de pessoas que alavancou o comércio local, por outro lado os índices de violência aumentaram. Um dos pontos vulneráveis é a passarela que atravessa a Radial Leste onde, segundo usuários do Metrô Itaquera, acontecem muitos assaltos.
Já o Terminal de Ônibus, batizado de Terminal Satélite Itaquera, ainda não saiu do papel, já que a realização da obra ainda enfrenta entraves burocráticos e enquanto isso a área reservada para o terminal virou uma espécie de lagoa, adjetivado por moradores como o ‘dengão’ devido o grande foco de água parada que o local se tornou.




