O escritor Oswald de Andrade, uma das figuras mais importantes da Semana de Arte Moderna de 1922, passou boa parte dos seus últimos cinco anos de vida no Sítio Boa Sorte, localizado em Ribeirão Pires, na região do ABC, e o atual dono está restaurando o casarão da propriedade.
O sítio tem este nome porque Oswald era supersticioso. Pedia, por exemplo, que todos os visitantes (até mesmo ele e a família) entrassem lá com o pé direito. Na época, ele era casado com a última esposa, a normalista Maria Antonieta D’Alkimin, e tinha dois filhos, Marília e Paulo Marcos.
Depois da morte de Oswald, a família vendeu o sítio. Uma parte muito especial da casa era o escritório onde o escritor modernista trabalhava. Na mesa original, que ainda está lá, ele escrevia poesias, ideias, diários e tudo ficou registrado.
É possível encontrar trechos do diário dele sobre a vivência no sítio em Ribeirão Pires:
Esses relatos sobre o amor que ele tinha pelo sítio em Ribeirão Pires foram recentemente lançados no livro “Diário Confessional”, da Companhia das Letras.
“O Oswald fala isso em seus diários, que era um lugar de tranquilidade, de encontro para ele, consigo mesmo para poder ter alguma paz para escrever seus livros, fazer seus projetos. Nós acreditamos que o último livro dele, ‘Um Homem sem Profissão’ possivelmente foi escrito aqui no sítio”, diz o historiador Marcílio Duarte.




