Aeronave com senador Flávio Bolsonaro e família pousa em Miami

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Aeronave transportando o senador Flávio Bolsonaro e sua família pousou em aeroporto na cidade de Miami, nos Estados Unidos.
Aeronave com senador Flávio Bolsonaro e família pousa em Miami
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O avião que deixou o Equador com o senador Flávio Bolsonaro e a família a bordo pousou pouco antes das 10h30 desta quarta-feira no aeroporto Opa-Locka, em Miami, nos Estados Unidos. A viagem internacional encerra uma sequência de deslocamentos iniciada dias antes na América do Sul, atraindo intensa repercussão política no cenário nacional.

De acordo com dados de plataformas especializadas em monitoramento de voos em tempo real, a última etapa da viagem teve duração estimada em cerca de quatro horas. A movimentação da família ocorreu de maneira rápida e envolveu passagens por diferentes fronteiras terrestres e aéreas internacionais antes de atingir o território norte-americano.

Deslocamento pela América do Sul

O trajeto rumo ao exterior começou quando Flávio, acompanhado da esposa e das filhas, cruzou a fronteira com a Argentina às 22h50 de terça-feira. A travessia foi realizada por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, situada na província de Misiones, conforme registros oficiais da Direção Nacional de Migrações da Argentina.

Logo após a passagem terrestre, por volta das 23h30, o grupo embarcou em um avião privado com destino a Guayaquil, no Equador. A aeronave permaneceu em solo equatoriano por um breve período antes de decolar rumo a Miami, concretizando a chegada ao estado da Flórida na manhã seguinte.

Decisão judicial e repercussão

A viagem aconteceu em meio a desdobramentos judiciais envolvendo o parlamentar no Brasil. Na véspera do deslocamento, um aliado próximo e uma fonte do governo norte-americano confirmaram a agências internacionais que o senador havia deixado o país. O movimento ocorreu após o parlamentar descumprir o prazo estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

A determinação da Suprema Corte foi expedida no âmbito de um inquérito que investiga o senador por suposta prática de lavagem de dinheiro, investigação que também envolve o advogado Willer Tomaz. Ambos negam veementemente qualquer tipo de irregularidade ou prática ilícita relacionada aos fatos apurados pelas autoridades competentes.

Contexto político e investigações

A ordem de retenção de documentos de viagem foi assinada pelo magistrado logo após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarar publicamente, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que o irmão deveria deixar o Brasil caso fosse derrotado nas urnas e liderar a oposição a partir do exterior. Dias antes, o próprio Flávio havia publicado um vídeo negando qualquer intenção de deixar o território brasileiro, afirmando que permaneceria no país para organizar o bloco oposicionista ao governo.

O cenário político ganhou novos contornos após o encerramento do processo eleitoral. O senador havia disputado o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acabou sendo reeleito para mais um mandato após uma virada histórica validada pelas urnas no último domingo.

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