São Paulo debate expansão de famílias Acolhedoras em seminário no interior

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Seminário em Macatuba debateu os desafios do Serviço de Acolhimento em Famílias Acolhedoras e o fortalecimento da rede de proteção social em São Paulo.
São Paulo debate expansão de famílias Acolhedoras em seminário no interior
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A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo participou em Macatuba do 1º Seminário Regional A-COR-DAR SP, focado no aprimoramento do Serviço de Acolhimento em Famílias Acolhedoras. O encontro foi realizado pela Organização da Sociedade Civil LAV Bariri – Lar, Amor e Vida, reunindo gestores públicos e operadores da rede de proteção social.

O evento contou com o suporte institucional das Divisões Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social de Avaré, Bauru, Botucatu, Itapeva e Marília. A programação foi estruturada para promover a troca de experiências e debater os gargalos operacionais e financeiros da modalidade nos municípios paulistas.

Fortalecimento da rede e financiamento estadual

Ao longo da programação, autoridades e especialistas discutiram estratégias para viabilizar a implementação, a regionalização e a sustentabilidade financeira do serviço. O debate envolveu representantes do Sistema de Justiça e profissionais da assistência básica e especializada.

O custeio da política pública ocorre por meio de gestão municipal direta ou em parceria com entidades conveniadas. Os municípios paulistas contam com mais de R$ 1,1 milhão alocados via Fundo Estadual de Assistência Social para fortalecer o atendimento em âmbito local.

Alternativa ao acolhimento institucional

Diferente dos abrigos tradicionais, o acolhimento familiar garante que crianças e adolescentes afastados de seus lares por medidas protetivas recebam atenção individualizada. A modalidade oferece um ambiente de rotina e afeto enquanto a situação jurídica do jovem é avaliada pelos órgãos competentes.

Especialistas apontam que a convivência em um ambiente doméstico minimiza os traumas decorrentes de situações de vulnerabilidade. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece prioridade para essa forma de cuidado, embora a expansão da rede ainda dependa do engajamento da sociedade civil.

Desafios na adesão e sensibilização da comunidade

O principal entrave apontado pelos gestores públicos é a captação de voluntários habilitados para receber os menores temporariamente. O papel da família cadastrada exige suporte técnico contínuo e preparação para o momento do desligamento.

A transição planejada visa preparar o jovem para o retorno à família de origem ou para o encaminhamento definitivo a processos de adoção. Equipes multidisciplinares acompanham todas as etapas do processo para assegurar a integridade emocional dos envolvidos.

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