Segundo pesquisa recente, divulgada em rede nacional, foram as mulheres as mais afetadas psicologicamente na pandemia. Isto, segundo a pesquisa, deve-se a soma do trabalho doméstico, o home office e as crianças em casa devido ao ensino remoto.
O estudo divulgado pelo Instituto Kantar Ibope Media confirma que a pandemia piorou a autoestima feminina em todo o país. A pesquisa aponta que apenas 21% delas sentem que seu nível de autoestima é superior à média das outras pessoas – esse índice é de 38% para os homens
Sobre a baixa autoestima das mulheres, 14% das entrevistadas dizem que sua autoestima está abaixo da média das outras pessoas – nos homens, esse índice é de 12%.
Sobre este assunto o Fato Paulista ouviu a psicóloga dra Amanda Hayala. Ela é diretora-fundadora da Acaapesp, apresenta um programa sobre psicologia na rádio Acaapesp Web e promove diversas ações sociais a fim de resgatar a autoestima das pessoas, bem como promove palestras de orientações psicológicas. ‘Muitas vezes uma simples orientação de um profissional da Psicologia pode ajudar a resolver um problema que estava trazendo um turbilhão de impactos na vida da pessoa’, costuma dizer.
Quanto a pesquisa que apontou a queda da autoestima feminina a dra Amanda aponta que o isolamento e o acúmulo de funções contribuíram para isso. As crianças em casa no ensino remoto, alguns casos o marido também e a mulher administrando o lar e muitas vezes o home office. Foram várias funções acumuladas que geraram um impacto psicológico muito grande nas mulheres.
‘Durante o período de isolamento, essas responsabilidades foram muito intensificadas no cotidiano das mulheres, o que antes já não era fácil. Elas tiveram que lidar com seus maridos e filhos em casa a todo momento, não sobrando tempo para elas mesmas. Gerando assim um certo nível de esgotamento mental afetando a autoestima’, explica.
‘Agora que estamos quase terminando esta travessia pela pandemia, cabe as mulheres resgatar a autoestima perdida, fazendo atividades prazerosas, praticando algum tipo de atividade física, passeando com a família e se produzirem sim. Isso é fundamental! Caso os sintomas da baixa autoestima não desapareçam torna-se importante buscar ajudar de um psicólogo. Muitas vezes uma simples conversa ajuda a sanar o problema’, finaliza.




