Demência: Iamspe destaca como hábitos saudáveis ao longo da vida podem reduzir o risco

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Especialistas do Iamspe revelam que até 45% do risco de demência é modificável. Saiba quais hábitos ao longo da vida podem proteger a saúde cerebral.
Demência: Iamspe destaca como hábitos saudáveis ao longo da vida podem reduzir o risco
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Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), em São Paulo, emitiram um alerta crucial sobre a demência, uma condição neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas globalmente. Com base em vasta literatura médica, os profissionais indicam que uma parcela significativa, até 45% do risco de desenvolver demência, é potencialmente modificável por meio de hábitos e escolhas feitas ao longo da vida.

Embora a idade avançada seja reconhecida como o principal fator associado ao desenvolvimento da demência, a pesquisa e a prática clínica demonstram que uma série de fatores relacionados à doença pode ser ativamente gerenciada. Isso oferece uma perspectiva otimista para a prevenção e o retardo do declínio cognitivo, ressaltando a importância de um estilo de vida consciente desde cedo.

A importância dos hábitos na prevenção da demência

As medidas que podem contribuir de forma decisiva para a prevenção de quadros como o Alzheimer, a forma mais comum de demência, incluem pilares fundamentais da saúde. Uma alimentação balanceada, a prática regular de atividade física, um descanso adequado e a busca contínua por novos aprendizados são essenciais. Além disso, o controle rigoroso de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial se mostra vital para a saúde cerebral.

O neurocirurgião do Iamspe, José Oswaldo de Oliveira Júnior, enfatiza que o impacto desses hábitos é cumulativo. “Os hábitos adotados ao longo da vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, podem apresentar efeito cumulativo e independente sobre esse risco. Quanto maior o número de comportamentos saudáveis adotados simultaneamente, maior a possibilidade de reduzir o risco”, explica o especialista. Essa perspectiva reforça a ideia de que a prevenção é um processo contínuo e multifacetado.

Compreendendo a demência e o Alzheimer

O Alzheimer, em particular, é uma condição neurodegenerativa progressiva que se manifesta pelo comprometimento gradual da memória e de outras funções cognitivas. Com a evolução da doença, a capacidade de realizar atividades cotidianas simples pode ser severamente afetada, impactando a autonomia e a qualidade de vida do indivíduo.

Além dos desafios cognitivos, o quadro de demência pode desencadear alterações comportamentais e sintomas neuropsiquiátricos complexos. Apatia, agitação, depressão, ansiedade, irritabilidade, delírios e alucinações são manifestações que exigem atenção e cuidado, tanto para o paciente quanto para seus cuidadores, evidenciando a complexidade do manejo da doença.

Fatores de risco em diferentes etapas da vida

A literatura médica aponta que os fatores de risco associados à demência não são estáticos, mas se manifestam e ganham relevância em diferentes fases da vida. Essa divisão em etapas — início da vida (até os 17 anos), meia-idade (dos 18 aos 64 anos) e vida tardia (a partir dos 65 anos) — permite uma abordagem mais direcionada na prevenção.

Impacto da escolaridade e doenças crônicas

No início da vida, por exemplo, a baixa escolaridade é um fator de risco significativo. Ela está associada a um menor desenvolvimento da reserva cognitiva, que é a capacidade do cérebro de resistir a danos e manter suas funções. Uma reserva cognitiva robusta, construída por meio da educação e de estímulos intelectuais, pode atuar como um “amortecedor” contra o declínio.

Já na meia-idade, o foco se desloca para o controle de condições de saúde. Fatores como hipertensão arterial, diabetes e sedentarismo ganham destaque. A pressão alta pode causar danos aos delicados vasos cerebrais, comprometendo o fluxo sanguíneo e a oxigenação. O diabetes, por sua vez, provoca alterações metabólicas e vasculares que afetam diretamente a saúde do cérebro. O sedentarismo, ao aumentar a probabilidade de doenças cardiovasculares e metabólicas, indiretamente compromete a integridade cerebral.

Desafios da vida tardia e o ambiente

Na vida tardia, a partir dos 65 anos, outros elementos entram em cena como fatores de risco para a demência. O isolamento social, a exposição à poluição do ar e a perda visual não tratada são pontos de atenção que merecem ser abordados com políticas públicas e cuidados individuais.

O neurologista do Iamspe complementa a análise, explicando os mecanismos por trás desses fatores. “O isolamento social reduz os estímulos cognitivos e pode estar associado a outros fatores, como depressão e sedentarismo”, afirma. A interação social e a participação em atividades comunitárias são cruciais para manter o cérebro ativo e engajado.

A poluição do ar, um problema crescente nas grandes cidades, também tem seu papel. Ela está relacionada a processos inflamatórios e alterações vasculares que podem afetar diretamente o cérebro, contribuindo para o declínio cognitivo. Por fim, a perda visual não tratada pode diminuir a estimulação sensorial e cognitiva, além de favorecer o isolamento social, criando um ciclo vicioso que eleva o risco de demência.

Compreender esses fatores e adotar uma postura proativa em relação à saúde cerebral é um passo fundamental para um envelhecimento mais saudável e com maior qualidade de vida. O Fato Paulista continua comprometido em trazer informações relevantes e contextualizadas para você. Acompanhe nosso portal para ficar por dentro das últimas notícias sobre saúde, bem-estar e muitos outros temas que impactam o seu dia a dia.

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