O monumento ao Cristo Redentor, um dos maiores símbolos do Brasil, exibiu uma iluminação especial na cor laranja em uma ação de forte apelo social. A iniciativa integra o 2º Ato da Campanha Judiciário pelo Fim do Feminicídio, movimento que ganha contornos de urgência ao marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha, legislação fundamental no combate à violência doméstica no país.
A escolha da cor laranja não é aleatória: trata-se do tom adotado mundialmente para representar o alerta contra a violência direcionada às mulheres. O objetivo da ação, realizada no Rio de Janeiro, é sensibilizar a sociedade sobre a gravidade do feminicídio e a necessidade de identificar, precocemente, os sinais que frequentemente antecedem episódios de agressão fatal.
Mobilização do judiciário e dados preocupantes
A campanha é uma articulação conjunta da Comissão Executiva do XVIII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), vinculada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A força-tarefa busca não apenas conscientizar, mas também dar visibilidade aos números que desafiam o sistema de justiça brasileiro.
De acordo com dados oficiais, o cenário exige atenção constante das autoridades. Entre janeiro e julho de 2026, tramitaram na justiça estadual um total de 7.383 processos relacionados a casos de feminicídio, considerando tanto as ocorrências consumadas quanto as tentativas. Esse volume de processos reforça a necessidade de políticas públicas robustas e de uma rede de proteção eficaz para as vítimas.
Legado e impacto da Lei Maria da Penha
Ao completar duas décadas de existência, a Lei Maria da Penha é reconhecida como um divisor de águas na proteção dos direitos fundamentais das mulheres brasileiras. A desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora da Coem, destaca que a legislação é fruto de uma longa trajetória de luta e resistência feminina, nascida da coragem de mulheres que se recusaram a silenciar diante da violência.
“A lei representa o resultado de uma longa trajetória das mulheres brasileiras”, afirmou a magistrada. Para ela, o marco dos 20 anos é um momento de reafirmar o compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde a proteção à vida das mulheres seja uma prioridade absoluta do Estado e da sociedade civil.
Educação e prevenção como ferramentas
Além da iluminação monumental, a campanha aposta na disseminação de informações em linguagem acessível. A estratégia é desmistificar os fatores que levam ao feminicídio, permitindo que a população identifique comportamentos abusivos antes que a violência escale para o crime. O combate ao feminicídio, como reforçado pelas instituições envolvidas, passa obrigatoriamente pela educação e pela desconstrução de padrões culturais que ainda perpetuam a desigualdade.
Para acompanhar o desenrolar das ações judiciais e as próximas etapas desta campanha de conscientização, continue acompanhando o Fato Paulista. Nosso portal mantém o compromisso de levar até você informações relevantes, apuradas com seriedade e foco naquilo que impacta a realidade do país. Fique por dentro das atualizações sobre direitos humanos e justiça em nossas próximas reportagens.
Para mais informações sobre o alcance da legislação, consulte o portal da Agência Brasil.




