Impacto do vendaval na rede elétrica fluminense
O estado do Rio de Janeiro enfrenta um cenário de recuperação lenta após o forte vendaval que atingiu a região na última quarta-feira (29). Neste sábado (1º), mais de 26 mil imóveis permanecem sem fornecimento de energia elétrica. O fenômeno, que registrou rajadas de vento de até 105,5 quilômetros por hora no Aeroporto Internacional do Galeão, causou danos severos à infraestrutura urbana, derrubando árvores e comprometendo a rede de distribuição.
As concessionárias Light e Enel Rio, responsáveis pelo serviço, seguem com equipes mobilizadas para realizar os reparos necessários. A complexidade das operações, que envolvem a substituição de postes, cabos e transformadores, tem dificultado o restabelecimento total do sistema em diversas localidades, especialmente em áreas onde a vegetação atingiu a fiação elétrica de forma crítica.
Desafios operacionais da Light e Enel Rio
A Light reportou que cerca de 14 mil consumidores ainda aguardam a normalização do serviço. De um total de 1,1 milhão de clientes afetados inicialmente, a empresa concentra seus esforços nas regiões mais atingidas, como os bairros de Campo Grande e Santa Cruz, na zona oeste da capital, além de municípios da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti.
Para acelerar o processo, a concessionária informou que reforçou seu contingente com 1,5 mil profissionais nas ruas e instalou geradores em pontos de difícil acesso. Paralelamente, a Enel Rio comunicou que restabeleceu a energia para 99,7% de sua base de clientes, restando cerca de 12 mil unidades consumidoras sem luz na manhã deste sábado. Em nota oficial da Agência Brasil, a empresa destacou que as ocorrências mais persistentes estão concentradas em Paraty, na Costa Verde, onde a reconstrução de trechos inteiros da rede é necessária devido à queda de árvores de grande porte.
Logística e acesso às áreas atingidas
Um dos maiores obstáculos enfrentados pelas equipes técnicas é o acesso aos locais onde a rede foi danificada. Em diversos pontos, a remoção de árvores e a liberação de vias interditadas são pré-requisitos fundamentais para que os caminhões e equipamentos pesados das concessionárias possam chegar aos postes caídos. A necessidade de reconstrução estrutural em áreas de difícil acesso prolonga o tempo de espera para milhares de famílias.
O Fato Paulista segue acompanhando o desdobramento desta situação e o cronograma de normalização do serviço pelas concessionárias. Mantenha-se informado sobre os impactos climáticos e a infraestrutura do estado através de nossas atualizações diárias, onde trazemos o contexto necessário para entender os desafios do cotidiano fluminense com seriedade e transparência.




