Julho Amarelo: entenda a importância da prevenção e do diagnóstico das hepatites virais

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Saiba como prevenir as hepatites virais durante o Julho Amarelo. Entenda a importância da vacinação, do diagnóstico precoce e do tratamento no SUS.
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A campanha Julho Amarelo ganha destaque no calendário de saúde pública como um período estratégico para intensificar a conscientização sobre as hepatites virais. Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) reforça que a prevenção, o controle e a vigilância constante são as ferramentas mais eficazes para conter essas infecções que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa no organismo humano.

Prevenção e vacinação como pilares de proteção

O combate às hepatites virais começa com hábitos simples de higiene e a manutenção rigorosa da caderneta de vacinação. A recomendação das autoridades sanitárias é clara: o consumo de água tratada e de fontes seguras, aliado à higienização e ao cozimento adequado dos alimentos, é essencial para evitar a transmissão da hepatite A. Além disso, a vacinação disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) é o principal escudo contra os tipos A e B da doença.

A vacina contra a hepatite B, por exemplo, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e deve ser administrada preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. O esquema vacinal segue com a pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Para aqueles que não completaram o ciclo ou nunca foram imunizados, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece as doses gratuitamente para todas as faixas etárias, garantindo proteção contra uma das formas mais graves da infecção.

O desafio do diagnóstico precoce

Uma das características mais preocupantes das hepatites virais é a ausência de sintomas aparentes em suas fases iniciais. Quando não diagnosticadas e tratadas, as infecções podem evoluir para quadros crônicos, resultando em complicações severas como cirrose e câncer de fígado. Por isso, a testagem regular é um ato de autocuidado indispensável.

O Ministério da Saúde orienta que todo adulto realize, ao menos uma vez na vida, o teste para hepatite C, independentemente de sintomas ou fatores de risco. Além disso, a realização de exames durante o pré-natal é uma medida crucial para prevenir a transmissão vertical, protegendo o bebê. Os testes estão amplamente disponíveis nas UBSs e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), com tratamento gratuito garantido pelo SUS para os casos positivos de hepatite C, que possui cura.

Panorama e formas de transmissão

As hepatites virais são classificadas pelos tipos A, B, C, D e E. Enquanto a hepatite A é transmitida via fecal-oral, os tipos B e C possuem vias de contágio ligadas ao contato com sangue contaminado e relações sexuais desprotegidas. O compartilhamento de objetos perfurocortantes, como agulhas e seringas, representa um risco significativo que exige atenção redobrada da população.

Dados recentes da SES-SP evidenciam a necessidade de monitoramento contínuo. Em 2026, o estado contabilizou 1.953 casos de hepatite A, 651 de hepatite B e 855 de hepatite C. A série histórica completa e o detalhamento desses números podem ser consultados diretamente no Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), que oferece um panorama transparente sobre a situação epidemiológica regional.

Manter-se informado é o primeiro passo para garantir a saúde do fígado e prevenir doenças que podem ser evitadas. O Fato Paulista segue acompanhando as campanhas de saúde pública e os desdobramentos das políticas de prevenção no estado. Continue conosco para receber atualizações confiáveis, análises aprofundadas e notícias que impactam diretamente o seu bem-estar e o da sua família.

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