Uberaba amplia atrações turísticas com história, fósseis e vinhos, além de zebu e Chico Xavier.

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Uberaba vai além do zebu e de Chico Xavier. Descubra como a cidade mineira diversifica seu turismo com história, paleontologia e enoturismo.
Superintendência do Arquivo Público de Uberaba/Divulgação
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Por décadas, o nome de Uberaba, no Triângulo Mineiro, esteve indissociavelmente ligado a dois pilares que moldaram sua projeção nacional: a pujança da pecuária zebuína e o legado espiritual do médium Chico Xavier. Embora esses elementos continuem a atrair milhares de visitantes anualmente, a cidade atravessa um processo de diversificação de sua vocação turística, revelando camadas históricas e culturais que vão muito além do óbvio.

Essa transformação, que ocorre de maneira orgânica, busca valorizar o patrimônio local sem negligenciar as raízes que sustentaram o crescimento do município. O resultado é um roteiro mais plural, que agora integra experiências ligadas à paleontologia, ao enoturismo e à preservação da memória, consolidando Uberaba como um destino de múltiplas facetas no interior de Minas Gerais.

A origem tropeira e a ascensão da capital do zebu

Fundada em 1820, Uberaba consolidou-se inicialmente como um ponto estratégico para o fluxo de tropeiros e comerciantes. Sua localização geográfica privilegiada, servindo como um elo entre o interior paulista, Goiás e Mato Grosso, foi determinante para que o povoado se tornasse um centro urbano de relevância regional. A oficialização como município ocorreu em 1856, período que deixou como herança um acervo arquitetônico de igrejas e casarões que ainda pontuam a paisagem urbana.

A virada de chave na economia local aconteceu no final do século 19, com a introdução das raças zebuínas vindas da Índia. A adaptação bem-sucedida desses animais ao clima do cerrado mineiro transformou Uberaba em referência absoluta em melhoramento genético. O Museu do Zebu, mantido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), é o guardião dessa trajetória, preservando documentos, troféus e registros que explicam a influência da atividade na formação cultural e econômica da cidade.

Tradição e inovação no mapa turístico

A ExpoZebu, realizada desde 1935, permanece como a maior vitrine mundial das raças zebuínas, atraindo um público técnico e entusiasta. Contudo, o turismo em Uberaba tem expandido suas fronteiras. Projetos como o Geoparque Uberaba Terra de Gigantes, reconhecido pela Unesco, e a Rota dos Museus Orgânicos, têm atraído um perfil de visitante que busca imersão histórica e científica.

O setor de enoturismo também ganha fôlego com a introdução da viticultura de inverno, exemplificada pelo trabalho da vinícola boutique Arpuro. Essas iniciativas demonstram que a cidade não vive apenas de seu passado, mas utiliza sua infraestrutura e tradição para criar novas experiências. A preservação de espaços como a Igreja de Santa Rita, que hoje abriga o Museu de Arte Sacra, ilustra como o município equilibra o zelo pelo passado com a modernização de seus atrativos.

O Fato Paulista segue acompanhando de perto as transformações culturais e o desenvolvimento regional de Minas Gerais. Continue conosco para conferir as próximas reportagens desta série especial, que trará detalhes sobre os novos projetos que estão redefinindo o mapa turístico de Uberaba e região.

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