A Copa acabou. Agora é hora de pensar no Brasil.

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Depois da eliminação da Seleção Brasileira, o país entra em um período de decisões que terão impacto muito além dos gramados: a escolha dos líderes que comandarão o Brasil nos próximos anos.
Copa
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A derrota do Brasil para a Noruega por 2 a 1 encerrou mais uma campanha da Seleção Brasileira em Copa do Mundo. Como sempre acontece quando o futebol para, começam as análises. Faltou planejamento? Faltou experiência? Faltou elenco? Sobram opiniões e explicações para tentar entender por que o país que mais conquistou Copas do Mundo segue distante de levantar novamente a taça.

 

Mas, passada a frustração esportiva, uma outra discussão precisa ganhar espaço.

 

O Brasil está entrando em um período decisivo para o seu futuro político.

 

Enquanto a próxima Copa do Mundo só acontecerá daqui a quatro anos, as decisões que definirão os rumos do país começarão a ser tomadas muito antes disso. E elas terão efeitos diretos na vida de milhões de brasileiros.

 

Nos próximos meses, o debate nacional passará a girar em torno das eleições. Será o momento de escolher o Presidente da República, os governadores dos estados, os deputados federais, os deputados estaduais e os senadores que representarão a população pelos próximos anos.

 

Muitas vezes, a atenção do eleitor fica concentrada apenas na disputa presidencial. No entanto, a realidade demonstra que a política é construída por um conjunto de atores e instituições. Um país não muda apenas pela ação de um presidente. Mudanças dependem também da qualidade dos governadores, da atuação dos parlamentares e da capacidade das instituições de responder aos desafios da sociedade.

 

É no Congresso Nacional que são discutidas e aprovadas leis que afetam diretamente a vida das pessoas. É nos governos estaduais que boa parte das políticas de segurança, mobilidade e infraestrutura são executadas. É no Senado que temas estratégicos para o funcionamento das instituições passam por avaliação e votação.

 

Por isso, as eleições não devem ser vistas apenas como uma disputa de nomes ou partidos. Elas representam uma oportunidade para que a população reflita sobre os problemas que deseja enfrentar e as soluções que espera ver implementadas.

 

O Brasil vive desafios importantes. O crescimento econômico, a geração de empregos, a qualidade dos serviços públicos, a segurança das cidades e a eficiência da gestão pública continuarão sendo temas centrais nos próximos anos. E todas essas questões passam, inevitavelmente, pelas escolhas feitas nas urnas.

 

Daqui a quatro anos, quando uma nova Copa do Mundo chegar, provavelmente veremos uma Seleção Brasileira renovada. Jogadores que hoje ainda estão amadurecendo terão mais experiência. Novos talentos surgirão. O futebol seguirá seu ciclo natural.

 

Mas o país também chegará diferente a esse momento.

 

A pergunta que fica é: estaremos melhores do que estamos hoje?

 

A resposta não será dada por um treinador, por um árbitro ou por um resultado dentro de campo.

 

Ela será construída pelas decisões que tomarmos como sociedade.

 

A Copa acabou para o Brasil. O debate sobre o futuro do país está apenas começando.

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