Cacique Raoni retorna à UTI em hospital de São Paulo para continuidade de tratamento

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Cacique Raoni, de 93 anos, retorna à UTI em hospital de São Paulo após hemorragia digestiva. Quadro clínico do líder indígena é considerado estável.
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Estado de saúde e acompanhamento médico

O cacique Raoni Metuktire, uma das figuras mais emblemáticas da luta pelos direitos dos povos originários no Brasil, retornou à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quarta-feira (1º). Aos 93 anos, o líder indígena segue internado no Hospital São Paulo, unidade vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde recebe cuidados especializados.

De acordo com o boletim divulgado pela equipe médica, o quadro clínico atual apresenta estabilidade. O cacique permanece consciente, não apresenta febre e mantém a respiração espontânea, sem a necessidade de auxílio de aparelhos. A decisão de mantê-lo na UTI visa garantir um monitoramento mais rigoroso durante sua recuperação.

Histórico recente de complicações

A internação atual é um desdobramento de uma série de desafios de saúde enfrentados pelo líder nas últimas semanas. Na última terça-feira (30), Raoni apresentou um quadro de hemorragia digestiva, que exigiu intervenção imediata. Ele foi submetido a uma endoscopia e a procedimentos específicos para o controle do sangramento.

Além da complicação gástrica, os médicos identificaram um acúmulo de líquidos na região do pulmão direito, condição conhecida como pneumotórax. O procedimento de drenagem foi realizado com sucesso e sem intercorrências, reforçando a necessidade de vigilância constante sobre sua função respiratória, que já havia sido afetada por uma pneumonia aspirativa diagnosticada anteriormente.

Trajetória de internações e transferência

O processo de tratamento de Raoni Metuktire teve início em 15 de junho, quando foi internado em estado grave no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT). Após quatro dias de estabilização na unidade mato-grossense, ele foi transferido para a capital paulista no dia 19 de junho, visando um atendimento mais complexo e focado em sua condição de saúde.

Desde sua chegada a São Paulo, o cacique passou por uma cirurgia intestinal no dia 20 de junho, motivada por um quadro de obstrução intestinal alta. Desde então, ele tem alternado períodos de recuperação, sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar dedicada à saúde indígena. A transferência para a Unifesp foi estratégica, permitindo o acesso a tecnologias e especialistas que acompanham o caso de perto.

Relevância do líder para a causa indígena

A saúde de Raoni é acompanhada com grande atenção não apenas por seus familiares e pelo povo Kayapó, mas por toda a sociedade brasileira e internacional. Como um dos maiores defensores da preservação da Amazônia e dos direitos territoriais indígenas, sua trajetória é marcada pela diplomacia e pela resistência em defesa do meio ambiente.

O Hospital São Paulo continua sendo o centro de referência para o tratamento, mantendo o compromisso com a transparência sobre a evolução do paciente. O Fato Paulista segue acompanhando o estado de saúde do cacique e trará novas atualizações assim que houver novos comunicados oficiais da equipe médica.

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