Nova etapa habitacional em São Bernardo do Campo
O Governo de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira (2), a entrega de 296 unidades habitacionais no Residencial Cores de São Bernardo. O projeto é voltado ao atendimento de famílias que viviam no Galpão Eiji Kikuti, uma ocupação marcada por condições precárias e riscos iminentes de incêndio. A medida representa um passo decisivo na política de habitação do estado, focada na remoção de pessoas de áreas vulneráveis e na oferta de moradias dignas.
As chaves entregues fazem parte do programa Casa Paulista, com financiamento viabilizado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O investimento estadual para esta etapa do projeto alcançou a marca de R$ 53,3 milhões, utilizando a modalidade Carta de Crédito Associativo (CCA). A iniciativa é parte de um esforço conjunto entre o Estado e a Prefeitura de São Bernardo do Campo para realocar cerca de 600 famílias que foram retiradas do galpão ao longo de 2024.
Reconhecimento e compromisso social
A relevância do projeto foi validada ainda em 2024, quando a operação recebeu o Selo de Mérito da Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC). A premiação destaca iniciativas que se sobressaem em projetos de habitação de interesse social. Durante a cerimônia de entrega, o governador Tarcísio de Freitas enfatizou que o foco da gestão não reside apenas nos números, mas na transformação da realidade das famílias.
Para as famílias que ainda aguardam a conclusão de suas unidades definitivas, o atendimento continua através do Residencial Eiji Kikuti, que segue em obras com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2027. Enquanto a construção avança, o governo mantém o pagamento de um auxílio-moradia no valor de R$ 600 mensais, garantindo suporte financeiro aos beneficiários até que a mudança definitiva seja possível.
O modelo de Carta de Crédito Associativo
A modalidade Carta de Crédito Associativo (CCA) tem sido uma das principais ferramentas da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação para ampliar o acesso à casa própria. O sistema permite financiar imóveis para famílias com renda de até cinco salários mínimos, priorizando justamente quem vivia em áreas de risco ou dependia de auxílio-moradia. Um dos diferenciais do modelo é a isenção de custos para as famílias durante a fase de obras, com o governo assumindo despesas cartoriais, impostos como o ITBI e o seguro habitacional.
Até o momento, o Governo de São Paulo já viabilizou mais de 9,1 mil moradias através dessa modalidade, com um aporte total de R$ 1,6 bilhão. Somente em São Bernardo do Campo, a CDHU já entregou 1.012 unidades em cinco empreendimentos distintos, totalizando um investimento de R$ 182,1 milhões no município, com outras 1.039 unidades ainda em fase de execução.
Estrutura do Residencial Cores de São Bernardo
O novo conjunto habitacional é composto por duas torres de 21 pavimentos, totalizando um investimento de R$ 62,9 milhões, somando os recursos estaduais e a contrapartida municipal de R$ 9,6 milhões. Cada unidade possui 50 metros quadrados, distribuídos em dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e terraço. O projeto também incluiu oito apartamentos adaptáveis para pessoas com deficiência.
Além das moradias, o condomínio foi planejado para oferecer infraestrutura de lazer e convivência, incluindo playground, quadra poliesportiva, bicicletário, salão de festas, salão de jogos e churrasqueira. A segurança e a organização do espaço são garantidas por portaria e áreas ajardinadas, além de estacionamento para veículos e motocicletas. Para mais informações sobre programas habitacionais e outras notícias do estado, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de referência em informação de qualidade.




