Fundado em 1985 e registrado oficialmente em 1990 (Everaldo Pereira), o Partido Social Cristão (PSC) surgiu com a proposta de representar valores conservadores inspirados na doutrina social cristã. Ao longo das décadas, o partido oscilou entre uma atuação modesta e momentos de maior visibilidade no cenário político nacional.
Com base ideológica no conservadorismo de valores, o PSC se posiciona como defensor da família tradicional, da liberdade religiosa, e de princípios como a moral cristã e a economia de mercado. Essa postura o aproximou, sobretudo nas últimas décadas, de pautas da chamada “bancada evangélica” no Congresso.
Um dos marcos mais visíveis da história recente do partido foi a filiação e candidatura do pastor e deputado federal Marco Feliciano, que ganhou notoriedade nacional por suas posições controversas, especialmente em temas ligados à sexualidade, religião e direitos civis. Outro nome que trouxe projeção ao partido foi Jair Bolsonaro, que passou brevemente pelo PSC entre 2016 e 2018, antes de migrar para o PSL para disputar a presidência da República. Essa passagem impulsionou a visibilidade do partido na época.
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Apesar de ter perdido parte de sua força eleitoral nos últimos anos e de já não contar com grandes bancadas no Congresso, o PSC ainda mantém representações em câmaras municipais e assembleias legislativas, mantendo vivo seu perfil de legenda conservadora, com forte apelo religioso e moral.
Em 2022, o partido passou por mudanças internas e debates sobre fusões com outras legendas, num contexto de reestruturação e tentativa de sobrevivência frente à cláusula de barreira.
O futuro do PSC, dependia de sua capacidade de se reinventar, num cenário político em constante mudança e com forte polarização ideológica.
Em 2023, o PSC foi oficialmente incorporado ao partido Podemos, encerrando sua trajetória como sigla independente após mais de três décadas de atuação no cenário político brasileiro.
Sem livro, filme ou documentário indicado.




