Inspirado por partidos verdes europeus, especialmente os da Alemanha e França, o PV buscava dar voz a uma pauta até então periférica no cenário político nacional: o meio ambiente.
Desde o início, o PV reuniu nomes de destaque do ativismo e da cultura, como Fernando Gabeira, Carlos Minc e Alfredo Sirkis, além de figuras conhecidas da classe artística como Lucélia Santos. Com forte influência da chamada nova esquerda da época, o partido adotou como base a ecologia política, promovendo bandeiras como o desenvolvimento sustentável, os direitos humanos e a crítica ao consumismo e à degradação ambiental.

Apesar de seu viés progressista e de esquerda nos primeiros anos, o PV sempre manteve uma postura relativamente independente dentro do espectro político brasileiro, recusando-se a alinhar completamente aos grandes blocos partidários. Essa autonomia lhe garantiu espaço para dialogar tanto com setores da sociedade civil quanto com grupos moderados que viam na pauta ambiental uma causa suprapartidária.
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No entanto, ao longo do tempo, o partido enfrentou desafios comuns às siglas de orientação idealista, dificuldade de crescimento eleitoral, fragmentação interna e o risco constante de se tornar um apêndice de outras forças políticas mais organizadas. Ainda assim, o PV deixou sua marca ao ajudar a consolidar o meio ambiente como tema permanente na agenda pública brasileira.
Hoje, quase 40 anos após sua fundação, o Partido Verde continua ativo, embora com menos protagonismo. Em um cenário cada vez mais polarizado, sua contribuição histórica permanece como lembrete de que a conservação ambiental, o respeito às leis e a busca por equilíbrio entre progresso e responsabilidade ecológica são valores que podem unir diferentes correntes políticas em prol do bem comum.
Entrevista indicada:
O que é o PV hoje
Com Eduardo Jorge
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