Registros da Polícia Civil afirmam que o idoso João Batista Medeiros chegou ao distrito, por volta das 20h30, afirmando estar cansado para um policial militar, ao lado da porta automática que dá acesso ao prédio. Dentro da delegacia, a parceira de farda do PM abordado pelo idoso apresentava um caso de violência doméstica.
João Batista sacou uma faca ao lado do policial que estava perto da porta. O PM pediu apoio aos agentes que estavam dentro da delegacia. A todo momento o idoso, segundo as testemunhas, afirmava que “queria morrer”, enquanto ia para cima de policiais com a faca.
Os policiais, civis e militares, tentaram conversar com João Batista, sem sucesso. Em seguida, a policial usou duas vezes um taser (arma de choque), mas o idoso conseguiu arrancar do peito as ponteiras da arma de incapacitação neuromuscular.
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Após isso, um policial civil deu dois tiros de advertência no chão, mas o idoso não se intimidou, segundo os relatos. Na sequência, ele foi atingido na região do abdômen por um tiro disparado pelo PM. João Batista foi levado por uma unidade de resgate dos Bombeiros até o Hospital Santa Marcelina, onde morreu.
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, com excludente de ilicitude por legítima defesa. A Polícia Civil investiga o que teria motivado as investidas do idoso contra os agentes, como eventuais problemas emocionais.
fonte: Metropoles sp




