A Zona Leste de São Paulo voltou a ser um dos palcos da disputa eleitoral. Com quase quatro milhões de habitantes, a região entrou no roteiro de candidatos que buscam ampliar sua presença política, conquistar apoios e construir alianças.
Em Itaquera, o lançamento da candidatura de Sandra Tadeu (PL) a deputada federal reuniu nomes como Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, além de Regina Nunes (MDB), candidata a deputada estadual. O encontro revelou uma estratégia de articulação entre lideranças municipais, estaduais e candidaturas proporcionais.
Flávio Bolsonaro também incluiu São Miguel Paulista em sua agenda de campanha, acompanhado por Ricardo Nunes. A visita ao tradicional Mercadão ilustra a tentativa de aproximação com comerciantes e moradores.
Mas essa disputa não se limita a um único campo político. Juliana Cardoso e Simão Pedro, ambos do PT, também apresentam trajetórias ligadas à Zona Leste. Enquanto algumas candidaturas apostam na aproximação com governantes, outras mobilizam redes partidárias, movimentos sociais e vínculos históricos com os bairros.
A Zona Leste virou ponto de encontro de diferentes estratégias eleitorais. Mas presença de campanha não é sinônimo de representação política.
Itaquera, São Miguel, Guaianases, Penha e Cidade Tiradentes possuem realidades distintas. Mobilidade, saúde, segurança e geração de empregos continuam presentes nas demandas da população.
O Polo Institucional de Itaquera, por exemplo, é uma discussão que precisa ultrapassar as promessas eleitorais e se transformar em uma agenda concreta de desenvolvimento.
As caminhadas, os encontros e as fotografias fazem parte da democracia. O desafio é transformar essa aproximação em compromissos que possam ser acompanhados pela população.
Afinal, a Zona Leste não precisa ser lembrada apenas quando os candidatos procuram votos. Precisa continuar presente quando os eleitos começam a tomar decisões.
A eleição termina nas urnas. A responsabilidade política começa depois delas.




