A crescente integração dos animais de estimação na vida familiar tem transformado a maneira como as pessoas planejam suas viagens. Para muitos tutores, a ideia de deixar seus companheiros para trás é impensável, e a demanda por transporte aéreo de pets tem escalado. Atenta a essa realidade, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), entidade global que padroniza e regula a aviação, publicou um conjunto de orientações para uniformizar os procedimentos de embarque de animais na cabine de aeronaves.
As novas diretrizes abrangem todas as etapas do processo, desde a aquisição da passagem até o desembarque, buscando oferecer maior clareza tanto para os passageiros quanto para as companhias aéreas. A iniciativa complementa as recomendações já divulgadas pela IATA para o transporte de cães de assistência, reforçando o compromisso da organização com a segurança e o bem-estar animal no setor aéreo.
A demanda crescente e os desafios da viagem com pet
O diretor global de Cargas da IATA, Brendan Sullivan, enfatiza a necessidade de informações transparentes para os passageiros que viajam com animais. Segundo ele, a preparação adequada dos tutores e a adoção de procedimentos padronizados pelas companhias são cruciais para garantir uma operação mais segura e eficiente para todos os envolvidos.
Dados da Pesquisa Global de Passageiros 2025, conduzida pela própria IATA, revelam um cenário de alta demanda: aproximadamente um quarto dos entrevistados já viajou ou considera viajar com um animal de estimação. Os principais obstáculos apontados por esses passageiros incluem a falta de clareza sobre os critérios de aceitação dos animais, as políticas específicas de cada companhia aérea e as complexidades do processo de transporte.
Essa lacuna de informação gera ansiedade e incerteza, tanto para os tutores quanto para as equipes das companhias, que muitas vezes lidam com situações diversas sem um protocolo unificado. As novas orientações visam mitigar esses problemas, promovendo um ambiente mais previsível e menos estressante para os animais e seus donos.
Preparação antes do voo: o que tutores e companhias devem saber
As recomendações da IATA estabelecem que as companhias aéreas devem informar de maneira clara quais espécies são permitidas na cabine, os requisitos específicos para o transporte e quaisquer restrições aplicáveis, considerando as regulamentações dos países de origem, conexão e destino. Essa transparência é fundamental para que os passageiros possam planejar suas viagens com antecedência e evitar imprevistos.
A entidade sugere que a reserva para o transporte do animal seja feita com 48 a 72 horas de antecedência ao voo. Durante esse processo, as empresas devem fornecer detalhes sobre taxas, a documentação necessária e os canais para solicitar o serviço. Isso permite que os tutores organizem todos os papéis e se preparem financeiramente.
Para os passageiros, é imprescindível apresentar certificados de saúde atualizados, comprovantes de vacinação e outras autorizações exigidas tanto pela companhia aérea quanto pelas autoridades sanitárias dos países envolvidos. Além disso, a IATA orienta que o animal seja acostumado à caixa de transporte antes do embarque, que o tutor chegue com antecedência ao aeroporto e que a sedação seja evitada, a menos que haja uma prescrição veterinária devidamente documentada.
Segurança e bem-estar durante a viagem aérea
As companhias aéreas também são orientadas a manter equipes treinadas para verificar a documentação, avaliar as condições físicas do animal e assegurar que a caixa de transporte esteja em conformidade com os padrões da IATA. Caso o animal demonstre sinais de estresse, doença ou se a caixa não atender aos requisitos, o embarque poderá ser recusado, priorizando o bem-estar do pet.
As novas orientações abordam ainda as inspeções de segurança nos aeroportos. Dependendo do país, animais e suas caixas de transporte podem passar por procedimentos específicos, e em alguns casos, o tutor poderá ser solicitado a retirar o animal da caixa durante a inspeção. A caixa de transporte deve caber integralmente sob o assento à frente do passageiro, oferecer ventilação adequada e garantir a segurança do animal. Antes da decolagem, a tripulação deverá verificar o bem-estar do pet.
Durante todo o voo, o animal deve permanecer dentro da caixa de transporte, especialmente em momentos críticos como decolagem, pouso e períodos de turbulência. As recomendações também preveem que as companhias preparem suas equipes para lidar com situações envolvendo alergias, fobias e outras sensibilidades que possam ser apresentadas por outros passageiros, garantindo uma experiência agradável para todos a bordo.
As novas diretrizes da IATA representam um passo importante para harmonizar as práticas de transporte de animais em voos, tornando o processo mais seguro, transparente e menos estressante para todos. Para se manter atualizado sobre estas e outras notícias que impactam seu dia a dia, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de informação relevante e contextualizada, comprometido com a qualidade e a variedade de temas.




