O evento, que será composto de troca de experiências e palestras sobre os cuidados com a Síndrome de Edwards, será realizado no próximo dia 27 de maio, no período das 9h às 16h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo.
A Síndrome de Edwards é uma doença genética que causa uma série de alterações físicas e mentais em fetos e bebês recém-nascidos. Ela é causada por uma alteração no código genético do paciente. Nessa alteração, o cromossomo 18 do indivíduo, que deveria ser composto por um par de cromossomos, possui três cromossomos. Por esse motivo, a síndrome é chamada também de trissomia do 18.
Estudos apontam que essa alteração na genética pode estar relacionada à idade da mãe quando ela engravida do bebê. A doença é mais comum em pacientes cuja gestação aconteceu quando a mãe possuía mais de 35 anos de idade. Apesar dessa alteração genética, a síndrome de Edwards não é considerada uma doença hereditária, mas sim uma condição que decorre de uma mudança na distribuição dos cromossomos.
“Durante o Congresso, haverá troca de experiências entre mães e médicos especialistas”, adianta dra. Sandra Tadeu, que se tornou uma das apoiadoras e voluntárias da causa logo depois de conhecer a presidente da Associação Síndrome do Amor, Marília Castelo Branco, que há 18 anos, em Ribeirão Preto, perdeu o filho Thales, na época com apenas um ano e cinco meses, com a Síndrome de Edwards.
Sônia Brantys, representante da Associação Síndrome do Amor, na Capital, ressaltou que com o objetivo de dar maior visibilidade à doença, o mês de maio é marcado pelo Dia de Conscientização sobre a Síndrome de Edwards, lembrado no dia 6.